Eleito com 4 mil votos a mais que seu principal oponente, Luiz Américo Aldana foi do céu ao inferno em oito meses. Contestado desde os primeiros dias do segundo mandato e com uma base frágil de apenas três vereadores na Câmara, o prefeito reeleito enfrentou intensa oposição desde o primeiro dia. A crise nas finanças, que emperrou projetos e serviços, temperada por um estilo vaidoso e até arrogante, foram os combustíveis de um processo de Impeachment deflagrado em 14 de junho.

A situação do prefeito já era delicada, com chance real de cassação, quando, em 7 de julho, o Ministério Público e o Tribunal de Contas deflagraram a Operação Ibiaçá. A partir de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, os promotores descobriram que havia uma “organização criminosa” atuando na Prefeitura. Agentes públicos, secretários e assessores, em parceria com empreiteiras, teriam atuado para fraudar diversas licitações, do transporte escolar a obras em creches e escolas.

Aldana ainda se defendia na Câmara, entre outras acusações, também das irregularidades na concorrência do transporte escolar, quando, em 10 de agosto, a Justiça decidiu afastá-lo da função. O vice, Carlos Eduardo Müller, o Kadu, foi empossado.

Em 31 de agosto, o MP ofereceu denúncia contra o prefeito e outros acusados, pedindo a condenação e o ressarcimento de quase R$ 2 milhões aos cofres públicos. Duas semanas depois, em 14 de setembro, Aldana era definitivamente cassado pela Câmara, com os votos de nove dos dez vereadores. Apenas Valdeci Alves de Castro, do PSB, manteve fidelidade ao prefeito.

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