A creche onde o caso aconteceu é considerada modelo pelos pais de uma das crianças agredidas

A Comissão de Sindicância que apurou denúncia de supostos atos de agressões na Escola Municipal de Ensino Infantil Descobrindo a Vida, em Maratá, concluiu o relatório. O documento foi entregue ao prefeito Fernando Schrammel, que irá analisar o parecer até o final da próxima semana. “A Administração vai seguir tudo que a Comissão de Sindicância aprovou”, garante.

O relatório começou a ser elaborado no mês de julho, logo após a Secretaria de Educação e o Conselho Tutelar terem recebido informações que apontavam para maus tratos aos alunos. Segundo a Comissão de Sindicância, o relatório é baseado em depoimentos dos pais de algumas crianças e de Conselheiros, além de imagens das câmeras de segurança da escola. A Comissão só irá divulgar o teor do documento após o material passar pela análise jurídica do Executivo. Até lá, Conselho Tutelar e Prefeitura preferem não se manifestar.

A mulher, que ocupava um cargo de confiança (CC) no Governo – acusada de ter sacudido, apertado e até mesmo coberto o rosto das crianças enquanto dormiam – primeiro foi transferida de setor e, poucos dias depois, pediu esoneração.

Relembre o caso
O caso foi descoberto no dia 21 de junho, quando uma mãe pediu à diretora da E.M.E.I. para ver as imagens das câmeras da sala onde fica o filho. Ao ter acesso, a mulher, que não teve o nome revelado, constatou que seu bebê havia sido maltratado pela auxiliar da creche.

Pelo menos quatro crianças teriam sido vítimas de agressão na Descobrindo a Vida. As gravações mostrariam a servidora cobrindo o rosto de menores com cobertor, enquanto dormiam. Cenas de empurrões e balanço exagerado das cadeiras usadas por bebês enquanto se alimentam também foram descobertas.

O fato gerou indignação nos pais dos alunos. A Prefeitura de Maratá abriu uma sindicância para apurar os casos. Uma das famílias que teve seu bebê agredido espera que a mulher responda criminalmente por seus atos. A monitora suspeita das agressões relatou ao Jornal Ibiá que chegou a conversar com suas superiores e explicou que não existiu má intenção no que fez. “Nunca foi minha intenção maltratar ou agredir qualquer criança. Nas imagens, cada um vê da sua maneira, do seu ponto de vista. Provavelmente para essa mãe, para essas mães, que agora já não sei, foi agressivo.”

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