Andrielli e Eriki chegaram cedo para não perder a oportunidade

Ensino. Participantes resolveram 90 questões objetivas na tarde de ontem

O casal Eriki Maciel Martini e Andrielli Alves Benjamin saíram, de moto, de São Sebastião do Caí com bastante antecedência para não perder um importante compromisso em Montenegro. Ela participaria do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Às 12h20min deste domingo, 40 minutos antes do fechamento dos portões, eles estavam na frente do Colégio Estadual AJ Renner, localizado no bairro Rui Barbosa. “Saímos cedo para não dar problema”, conta Eriki, que veio apenas acompanhar Andrielli.

As provas de Matemática e Ciências da Natureza e suas tecnologias marcaram o enceramento do Enem, realizadas nesse domingo. Pela primeira vez, o teste foi dividido em dois dias. Os participantes tiveram das 13h30 às 18h para resolverem as 90 questões objetivas. O dia foi de muita expectativa para os candidatos de Montenegro e região.

Andrielli já havia sido aprovada no Enem no ano passado e conseguido uma bolsa para cursar Ciências Contábeis, mas por um problema no comprovante de residência acabou adiando o sonho. Como moram de aluguel, ela precisava de uma declaração do dono do imóvel, que estava viajando. Mas essa questão burocrática não a fez desistir. A esperança é entrar na faculdade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ou pelo Programa Universidade para Todos (ProUni)

Ela avalia a edição de 2017 como mais difícil do que a do ano passado. Achou a redação complexa, realizada no primeiro domingo de provas, pois se tratava de um tema “bem específico”: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Por outro lado, comemora o fato de neste ano a prova ter sido dividida em dois dias. “É melhor, porque em um final de semana só é muito cansativo”, frisa.

 

Bruno Silva Müller

Bruno Silva Müller tem um pensamento semelhante. “Não é tão cansativo e tem mais tempo para fazer as questões. Isso ajuda bastante” Ele, que se formou na Escola Estadual Técnica São João Batista, cursa o primeiro semestre de Biomedicina na Unisinos, mas espera conseguir se beneficiar do Fies, por meio do Enem.

 

“No começo nem pensava em me formar na faculdade, mas depois as pessoas e a minha mãe me incentivaram. Se Deus quiser, vou conseguir fazer Veterinária”, conta Stefani Vargas. Aluna da Escola Estadual Doutor Paulo Ribeiro Campos, o Polivalente, ela dizia estar preparada antes de ingressar no AJ Renner para realizar a prova. “Estudei muito, os professores nos ajudaram a nos prepararmos”, frisou.
A expectativa de Mateus Machado, porteiro durante o Enem na AJ Renner, era não ter que avisar alguém que o portão já estava fechado. “No primeiro dia, teve apenas um que chegou atrasado. Foi bem tranquilo”, lembrou.

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