Greve iniciou há mais de dois meses e hoje haverá nova assembleia geral para tomar uma decisão. FOTO: REPRODUÇÃO FACEBOOK/CPERS

Assembleia regional do 5º Núcleo do Cpers/Sindicato, em Montenegro, defende a continuidade da paralisação

A continuidade ou não da greve dos trabalhadores em educação, no Estado, deve ser definida hoje. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) promove uma assembleia geral para avaliar a resposta do governo à contraproposta da entidade e definir os rumos do movimento iniciado há mais de dois meses. Na covenção regional na noite de ontem, o 5º Núcleo votou pela continuidade da greve.

A posição da região será levada a assembleia geral, nesta sexta-feira, no Parque Harmonia, em Porto Alegre, com início às 13h. Ao avaliar a decisão, a diretora geral do 5º Núcleo, Juliana Kussler, observa que a pauta básica de reivindicações não está sendo atendida na resposta do governo, pois não há garantia de que os salários serão pagos integralmente, nem de que o 13º salário será pago até dia 20 dezembro. Ela acrescenta ainda a falta de transparência na destinação dos recursos para educação. Embora a decisão da assembleia regional, em Montenegro a adesão à greve é considerada baixa pelo sindicato.

Após mais de 60 dias de greve da categoria e da pressão realizada pelos educadores, o secretário da educação, Ronald Krummenauer, a secretária adjunta da pasta, Iara Wortmann, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco e o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, estiveram na sede do Cpers para responder a contraproposta apresentada pelo Comando Estadual de Greve, nesta semana.

Após um debate sobre os itens, o governo realizou a revisão do documento e o enviou ao Sindicato na noite da última terça-feira. A entidade encaminhou-o para ser analisado pelos 42 núcleos em assembleias regionais. E na geral será tomada uma decisão final. “É muito importante a participação de todos e todas neste momento. Vamos juntos avaliar a resposta do governo a nossa contraproposta e decidir o rumo da nossa greve”, salienta a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Nesta sexta-feira é também o Dia Nacional de Lutas e, após a assembleia geral, os professores se unem aos demais trabalhadores nas atividades organizadas pelas centrais sindicais. “Casamos o dia da nossa assembleia com o de Lutas, justamente para fortalecer este dia tão importante para não permitirmos que retirem direitos históricos. Historicamente sempre estivemos na linha de frente na defesa dos direitos trabalhistas. Nesta sexta-feira não será diferente”, afirma a presidente do Cpers.

Às 16h haverá um abraço simbólico ao prédio da Justiça do Trabalho, na Avenida Praia de Belas, seguido de caminhada até a Esquina Democrática; às 18h será realizado um ato unificado contra as reformas trabalhista e da Previdência, bem como à portaria referente a “trabalho escravo”, suspensa por liminar pela ministra do STF Rosa Weber.

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