CARTAZ DA CAMPANHA: Alessandra espera que o ocorrido com Lucas sirva para salvar outras crianças no futuro. Foto: Facebook/Vai Lucas

Mobilização é pela “Lei Lucas”, para que funcionários de escolas sejam capacitados a agir em casos de emergência

Uma campanha nacional reivindica o ensino de primeiros socorros na grade curricular dos alunos e que as escolas, creches e berçários, públicos e particulares, proporcionem a capacitação de seus funcionários para darem esse atendimento emergencial. O movimento é intitulado “Vai Lucas”, numa alusão ao nome do menino que morreu, em setembro do ano passado, após engasgo com um cachorro quente, durante um passeio da escola.
A ação iniciou em Campinas, no interior de São Paulo, onde o garoto faleceu, mas vem avançando através da rede social Facebook. O objetivo é que seja criado um projeto de lei federal para ser aprovado pelo Congresso Nacional e, assim, a inclusão de primeiros socorros nas escolas, como ensino aos alunos e capacitação aos funcionários, passaria a ser obrigatória.

O movimento é liderado por Alessandra e Andrea Zamora Bettiati, mãe e tia de Lucas, respectivamente. Nesta semana, a ação ganhou reforço com a inclusão de vídeos alusivos ao tema no Youtube. Ao divulgarem o movimento, elas observam que nada trará o garoto de volta, mas esperam que o ocorrido com Lucas sirva para salvar outras crianças. Conforme as duas, a ausência de uma pessoa que soubesse realizar a manobra Heimlich, popularmente conhecida como desengasgo, de imediato, fez com que o menino apresentasse sinais de morte cerebral já na chegada do Samu. Dois dias após o ocorrido, ele não resistiu e morreu no hospital.

Em Montenegro, a secretaria municipal de Educação e Cultura (Smec) se manifestou sobre o assunto através da assessoria de comunicação. Ao ser questionada sobre a necessidade e viabilidade de implantação da medida nas escolas, o órgão menciona que, ao vivenciar uma situação como essa, cabe aos educadores acionarem de imediato um serviço especializado de socorro. “Mas enquanto esse não vem, é necessário que cada um faça o que está ao seu alcance, então por que não aprender, não estar treinado para fazer isso?”.

Na resposta, é informado que o Departamento de Educação da Smec tem uma parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que disponibiliza recursos humanos para auxiliar profissionais de educação em técnicas de primeiros socorros. Nesse sentido, os profissionais do Samu realizaram formações em reuniões pedagógicas e foram solicitados a fazer o mesmo em várias escolas da rede municipal. Essa ação foi desenvolvida na maioria das instituições de Educação Infantil e em todas as turmas de berçário.

É observado ainda que os profissionais de educação, principalmente aqueles que atuam com crianças pequenas, solicitam essa formação, pois ficam muito apreensivos com essas situações. “Enquanto Smec, acreditamos que casos como o do ‘Lucas’ devem servir de alerta e despertar a necessidade de investimento em prevenção. Com certeza, essa secretaria de Educação estará olhando com muito cuidado para essas questões e é parceira na capacitação de seus servidores”.

Na resposta da secretaria, é observado ainda que a manobra de Heimlich é fácil, rápida e eficiente, salientando a importância em saber dessas ações para agir em casos de necessidade.

Foto: Facebook/Bombeiros Civis RS

O que é a manobra de Heimlich?
– A Manobra de Heimlich é um método pré-hospitalar de desobstrução das vias aéreas superiores por corpo estranho.
– Essa manobra foi descrita pela primeira vez pelo médico dos Estados Unidos Henry Heimlich, em 1974, e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima.
– Resumidamente, uma pessoa fazendo a manobra usa as mãos para fazer pressão sobre o final do músculo diafragma de quem está engasgado.
– Isso comprimirá os pulmões e fará pressão sobre qualquer objeto estranho na traqueia esquerda.

Fonte: Bombeiros Civis/RS

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