Representante do grupo Amigos da Praça das Poesias, Ketieli Andrade e os filhos Lucas e Yuri recebem o prêmio de Marô Barbieri. foto: arquivo pessoal

Projeto é desdobramento de trabalho realizado na Escola Municipal São Paulo, em 2016, que levou poesias à praça

Um projeto que nasceu dentro da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Paulo, em 2016, deixou plantada sua semente em muitos montenegrinos. A iniciativa com turmas do colégio levou poesia para a praça hoje nomeada Praça das Poesias, no bairro São Paulo. E graças à união de um grupo independente de pessoas, muitas delas envolvidas diretamente no projeto, outras simpatizantes da comunidade, professores e escritores ele se mantém mais vivo. O grupo Amigos da Praça das Poesias foi premiado na última sexta-feira, 4, recebendo a honraria Marô Barbieri (nome de uma escritora), na capital gaúcha. O concurso é uma realização do Festipoa e do Projeto Kombina.

Foi através de inscrição dos componentes do grupo que o título chegou às mãos dos integrantes, que hoje somam 300 no Facebook. “É um concurso para projetos de incentivo literário. Ele é de nível estadual, para projetos da região Metropolitana, na verdade”, explica Daniela Heckler. Ela é professora e uma das idealizadoras do Projeto na São Paulo e integrante do grupo independente.

“O Amigos da Praça das Poesias surge pela vontade de dar continuidade ao projeto, para que essa poesia não se perca dessa praça. E é sempre uma incógnita como dar prosseguimento à proposta, fazendo dela algo que funcione. Então se trata de um grupo de intenções que, à sua maneira, como consegue fazer, vai propondo coisas”, destaca.

Além de dinheiro, o grupo será beneficiado com a presença do Projeto Kombi na praça, com dia a ser agendado.

O PROJETO
Para quem desconhece, o Praça das Poesias busca democratizar a poesia e fez da praça do bairro um berço literário, com placas literárias afixadas e intervenções com a comunidade. Inicialmente, ele foi idealizado por professores e estudantes da São Paulo, mas alçou voos maiores.

“Desde que existe o grupo, nós já propusemos encontro com uma poeta na Praça. Às vezes nós, pais e professores, trabalhamos a poesia de maneira lúdica no local, com pessoas da comunidade que querem participar. Essas ações são geralmente à tardinha, aos sábados. O projeto perdeu o aspecto de ser de um público específico e ganhou uma dimensão maior”, conclui Daniela, satisfeita com os resultados que estão alcançando.

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