Tendência observada no Sine é que a escolaridade é um dos pontos principais no destaque do candidato

A busca por um emprego é realidade, hoje, de muitos brasileiros. Com tanta procura, as empresas acabam com pilhas de currículos para análise e alguns cuidados extras são necessários aos candidatos para que se destaquem. Como forma de “peneirar” todas as candidaturas sinalizadas, o perfil buscado por um contratante se tornou mais rígido.

A escolaridade é um destes pontos. De acordo com Odete Maria Rosa, responsável na agência do Sine Montenegro pela captação das empresas com anúncio de vagas, solicitações que, no passado, não pediam nenhuma formação ou apenas o Fundamental Incompleto, agora pedem o Ensino Médio. “Pela oferta e a procura, eu me dou ao luxo, como contratante, de pedir uma certa formação”, aponta.

Além desta questão, um cuidado com o currículo, o primeiro contato da empresa com o candidato, é essencial. Telma Esmerio, diretora da Acerte Assessoria Empresarial, empresa que faz recrutamento e seleção para terceiros, indica que este documento é como um “cartão de visitas”, e que, por isso, precisa ser “limpo e objetivo”. “Um recrutador leva 30 segundos para avaliar um currículo, portanto é fundamental verificar quais informações são necessárias (como período trabalhado com o mês e ano das experiências profissionais) e quais são desnecessárias (como por exemplo, números de documentos)”, explica.

Telma aponta que, independentemente da vaga pretendida, alguns aspectos são considerados pelas empresas, como educação, apresentação pessoal, senso de responsabilidade e ética, por exemplo. Neste sentido, ao contatar o contratante e, principalmente, na etapa da entrevista de seleção, atos como deixar o celular ligado, chegar atrasado ou falar mal do emprego anterior podem prejudicar o candidato. O foco ao responder as perguntas também é importante.

“A postura do candidato será analisada em diversos momentos, mesmo fora da entrevista. Na forma de se comportar até com outros candidatos que disputam a mesma vaga, por exemplo”, aponta. Fazem a diferença, se houver condições, pesquisar mais sobre a empresa contratante, ter disponibilidade de horários e sinalizar a possibilidade de buscar qualificação na área pretendida. Num mercado de trabalho tão competitivo, até os pequenos detalhes fazem a diferença.

Dicas para montar o currículo
– Usar texto simples e objetivo;
– Não deixá-lo maior do que duas páginas;
– Montá-lo no computador, com uma fonte única (Times ou Arial), de tamanho 12;
– Incluir apenas informações vitais, como data de nascimento, telefone e endereço residencial completo;
– Incluir e-mail próprio;
– Informar formação correta, sem esquecer, em caso de nível técnico ou graduação, de citar o nome do curso, a instituição e o status do mesmo (em andamento ou concluído);
– Apresentar experiências profissionais de forma clara e sucinta. Com a empresa, o cargo, as principais atividades realizadas e o período trabalhado, com mês e ano de entrada e de saída;
– Citar as qualificações (habilidades e realizações profissionais, cursos, palestras, congressos, seminários, conhecimentos de língua e de informática) de forma direta;
– Incluir foto atualizada;
– Não escrever números de documentos;
– “Curriculum vitae” não é indicado.

 

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