Valdomiro construiu uma barreira de concreto para conter o esgoto, que sobe pelo ralo em dias de chuva forte

Morador da rua Albino Borchadt perdeu móveis e tem sua casa invadida por dejetos em dias de chuva forte

“Toda vez que chove forte é a mesma coisa: o esgoto sobe pelo ralo do chuveiro, pelo vaso sanitário e invade a casa. Isso não acontecia antes.” Essa é a declaração do motorista Valdomiro Oscar da Rosa, 52 anos, que reside desde 2000 na rua Albino Borchadt, no bairro Santa Rita. Ele conta que há quatro anos uma grande obra executada em sua rua.

Funcionários da Prefeitura trocaram toda a rede de esgoto. Há cerca de um ano, os canos apresentaram falhas e o serviço municipal foi acionado mais uma vez. “Eles arrumaram, mas depois começou a dar problema na minha tubulação. Desde que mexeram, passou a subir esgoto para dentro de casa quando chove forte. Precisei construir uma barreira no banheiro para bloquear e retirar os dejetos antes de se espalharem pela casa”, conta.

Valdomiro acredita que um pedaço de concreto está diminuindo a vazão do cano. O problema é que ele fica inseguro toda vez que a previsão indica chuva, já que perdeu móveis, que molharam e estragaram. “Já tive que me desfazer de panos de sofá e roupas. A parte de baixo das camas estragou várias vezes. Sem falar no cheiro insuportável e no risco de contaminação a que ficamos expostos”, diz. Ele enfrenta essa situação junto à esposa e seus quatro filhos, com idades entre cinco e 14 anos, e teme pela segurança deles. “Não quero de maneira alguma puxar briga com político nenhum, mas já pedi na Secretaria e ainda não fui atendido. Tudo o que quero é que consertem isso para que nem minha esposa nem as crianças precisem passar por isso outra vez”, comenta. Essa situação, diz Valdomiro, já se repetiu no mínimo cinco vezes, por isso acredita que seu caso é prioritário. “Fui lá ainda no ano passado, mas não estava guardando as fichas de protocolo. Este ano já fui em março e em abril e tenho as fichas para comprovar”, conclui.

cidadão guarda as fichas, com os protocolos, de quando solicitou o conserto à Secretaria Municipal de Viação e Serviços Urbanos

O caso será atendido, mas ainda sem prazo
Por meio da ACOM, o secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos, Ricardo Endres, afirmou que o morador realizou o pedido apenas no dia 25 de abril deste ano, ou seja, há menos de um mês, diferente do que foi relatado por Valdomiro.
“O local foi vistoriado nesta mesma data (25 de abril) e em breve será consertado”, garante. Ele ainda destaca que o Departamento de Serviços Urbanos (Dsurb) tem uma fila extensa de demandas e que, algumas vezes, levam meses para serem executadas.

Deixe seu comentário