Chocolate shavings on white background

Conheça histórias de quem encontrou na fabricação de produtos à base de chocolate uma ótima alternativa de renda

Há três anos, Jéssica Lisiane Moraes, de 25 anos, passou por um susto. A moça, moradora da localidade de Sobrado, interior de Montenegro, perdeu o emprego na fábrica de calçados onde trabalhava. A proximidade com a Páscoa deixou Jéssica ainda mais tensa, pois o dinheiro para comprar presentes para seus afilhados era pouco. Foi então que ela chegou à conclusão de que se tornaria mais em conta comprar barras de chocolate e fabricar os doces para a Páscoa. Mal sabia ela que naquele momento nascia uma nova empreendedora.

A produção de chocolate possibilita a Jéssica passar mais tempo com o filho Arthur

Além de fazer chocolates para os afilhados, Jéssica resolveu vender trufas na escola AJ Renner, local onde estudava. Nas primeiras semanas, a média de venda foi de 20 trufas por semana. Após um mês, o o volume cresceu de forma surpreendente, chegando a 200 unidades a cada cinco dias. “Eu vendia muito na escola”, comenta. Logo a notícia se espalhou e ela passou a comercializar fora dos muros do educandário. “Meus colegas falavam para outras pessoas que minhas trufas eram boas e aí comecei a receber pedidos de vários lugares”, lembra.

Cinco meses após o surgimento da ideia, Jéssica precisou colocar revendedoras para dar conta da procura. No entanto, o esquema não deu certo. Mas esse, novamente, foi um momento de mudanças positivas para ela. Jéssica passou a investir numa nova linha de produtos, entre eles, copinhos de chocolate, brigadeiro de colher, trufas personalizadas e outros. A partir daí, ela teve certeza de que poderia manter uma boa renda mensal trabalhando somente em casa.

Na Páscoa, a grande procura é por coelhos e ovos de chocolate. Fotos: Arquivo pessoal

As encomendas não param de chegar. Datas como Dia das Mães e Páscoa intensificam a produção. Nesta semana, por exemplo, em uma manhã, ela chega a trabalhas com 5 kg de chocolate para “dar vida” aos seus produtos. Mas os pedidos ocorrem o ano todo, seja para festas de casamento, aniversário, batizados ou formaturas.

Jéssica está realizada com a nova profissão. “É um serviço tranquilo, gostoso de ser feito e tenho reconhecimento”, conclui a jovem empreendedora.

A produção que começou para a família hoje chega a várias cidades da região

Já se vão 13 anos desde que Tânia Regina Schenkel, 50, começou a fazer ovos e coelhos de chocolate para presentear a família. Logo a fama de seus doces se espalhou pela localidade de Macega, local onde vive, no interior de Maratá.

Tânia Regina Schenkel também vende cucas e bolachas caseiras

Ao contrário de Jéssica, que trabalha com chocolate o ano inteiro, Tânia produz exclusivamente para a Páscoa. A fabricação começa logo após o Carnaval e se intensifica com a proximidade da data. Para atender a demanda, às vezes é preciso trabalhar durante toda a noite, conta Tãnia.

Os itens do catálogo de encomendas com maior procura são os ovos, pirulitos em formato de coelho e barrinhas de chocolate. No ano passado, foram precisos mais de 100 quilos de chocolate para atender aos pedidos. Este ano, ela ainda não sabe o quanto deverá vender, isso porque muitas pessoas acabam fazendo encomendas de última hora.

A venda de trufas abriu espaço para a venda de outros produtos

Tânia conta que, a partir de uma reportagem feita pelo Jornal Ibiá, há quatro anos, seus chocolates passaram a ser conhecidos em várias cidades da região. Desde então, a comercialização se expandiu. Hoje ela possui clientes em cidades como São José do Sul e Brochier, entre outras.

Contudo, Tânia explica optou por trabalhar com chocolate somente durante a Páscoa devido às dificuldades de manuseio do produto nos meses quentes. Além disso, ela se dedica à fabricação de cucas e bolachas que são vendidas em feiras e por encomenda.

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