AS INFORMAÇÕES que hoje constam na Identidade e no Título de Eleitor estarão todas no novo documento. FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET

Novidade unificará dados biométricos e civis como CPF e Titulo de Eleitor

O Governo Federal lançou o projeto-piloto do Documento Nacional de Identificação (DNI), que reunirá o CPF e o título de eleitor. A novidade já havia sido sancionada pelo presidente Michel Temer em 2017 e agora iniciou a fase de testes, em que cerca de dois mil servidores do Ministério do Planejamento e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) usarão a identificação. O serviço deve ser disponibilizado para a população em geral a partir de julho.

O DNI também funcionará de forma digital. Quando for preciso, o portador apresentará o documento no celular por meio de um aplicativo. Isso dispensará a apresentação de CPF, certidão de nascimento, casamento ou título de eleitor em papel. Quem não possui celular poderá solicitar o acréscimo do número do DNI na carteira de identidade. O DNI poderá, futuramente, reunir outros documentos, desde que sejam firmados convênios com órgãos públicos para a integração da base de informações.

Para o chefe do Cartório da 31ª Zona Eleitoral, Diego Bonato Coitinho, de Montenegro, a novidade é benéfica para o cidadão. O fato de unificar diversas informações em um mesmo documento é considerado por ele mais seguro e pratico. “Para fazer o DNI, é preciso a biometria e o documento será usado, em grande escala, pelo aplicativo, o que evita a perda da versão física”, comenta.

Como fazer o DNI
Quem já fez o cadastramento biométrico precisará baixar o aplicativo e realizar um pré-cadastro, solicitando o documento digital. Em seguida, deve ir a um ponto de atendimento, que pode ser na Justiça Eleitoral (o aplicativo mostrará as opções mais próximas do cidadão), onde serão validados os dados biométricos com as digitais de quem pediu o documento. Depois será possível emitir o DNI, que aparecerá também no aparelho.

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