MARCELO Silva atendia vítimas do vendaval quando foi exonerado. Foto: arquivo Ibiá

O ex-coordenador de Defesa Civil de Montenegro, Marcelo Silva, declarou que não considera um áudio de WhatsApp o motivo para a perda de seu cargo no último dia 5. Contudo, fontes próximas ao governo municipal afirmam que o teor das gravações — há críticas ao prefeito, Kadu Müller, e ao chefe de gabinete, Edar Borges — teriam sido o motivo da demissão de Marcelo e da exoneração de Clovis Pereira da função de chefe da Guarda Municipal. As falas seriam de autoria de um servidor municipal de Sapucaia do Sul amigo de Clovis.

“Ouvi os áudios, mas não conheço a pessoa [que fala nos áudios], não participo de grupo algum em que estes áudios rolaram. Ouvi uma terceira pessoa falando para outra algo sobre a Defesa Civil, mas não acredito que seja esta a motivação, porque não participei de nada”, sustenta.

Marcelo estava no cargo desde o início do Governo Aldana. Ele foi exonerado pelo prefeito Kadu em meio aos trabalhos de atendimento às vítimas do vendaval do dia 1º de outubro. “Fiquei assim, sem saber o que pensar”, afirma o ex-coordenador, em relação ao momento crítico em que foi demitido.

Ele diz, porém, que o afastamento não o surpreende porque está há muito tempo em função pública. “Participei dos governos do Percival, Paulo Azeredo, Aldana e Kadu. Fui chefe de Gabinete, secretário de Administração, diretor de Cultura, assessor especial e, agora, era coordenador de Defesa Civil. Sou consciente que a qualquer momento a gente pode não estar mais desenvolvendo uma função. O prefeito tem autonomia total em tirar e colocar quem ele quiser. Em 20 minutos tudo pode acontecer.” Marcelo acrescenta que recebeu inúmeras mensagens de apoio após a sua saída.

O Jornal Ibiá enviou um questionamento a respeito ao prefeito Kadu Müller, mas até o fechamento da edição não recebeu retorno.

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