Renan afirma que passar o Dia dos Pais com os filhos é emocionante foto: arquivo pessoal

Renan ajuda a cuidar dos dois filhos de sua esposa, mas, desde o ano passado comemora a data ao lado do pequeno Kaique, fruto da nova união

Pai é quem cria? Padrasto também pode comemorar Dia dos Pais? Perguntas como essas ainda geram discussões e debates dentro das famílias. A nova paixão de uma mãe pode trazer um novo pai para seus filhos — neste caso, um padrasto. Mas isso não significa que o amor seja menor ou mais intenso. Exemplo disso é o casal Milena Pavanate de Sena, 23 anos, e Renan Gonçalves, 22.

Em um relacionamento anterior, a jovem montenegrina concebeu dois filhos, Ana Clara, de 5, e Gabriel, de 4, os quais Renan afirma amar muito. Agora, além das duas crianças do antigo relacionamento, o casal também comemora a chegada de Kaique, que veio ao mundo há pouco mais de um ano. O casal completa, no dia 30 deste mês, dois anos de relacionamento e Milena afirma que tudo começou pela rede social Facebook.

“Isso foi em 2014. Aí começamos a namorar, mas o destino decidiu nos separar. Ficamos nove meses separados até que voltamos dia 30 de agosto de 2015 e estamos aqui com um pequeno agora juntinhos, firmes e fortes”, lembra. Essa união, construída por ambos, facilitou a relação e também fez com que Renan se sentisse mais à vontade ao passar o tempo com as três crianças. “Eu cuido deles. Não vou dizer que tenho uma ótima convivência porque eles sabem que não sou pai deles, daí eles me tratam como tio. Eu os trato da melhor forma possível”, conta Renan.

Vale ressaltar que a guarda de Ana Clara e Gabriel ficou com o pai deles. Por isso, o casal cuida dos pequenos quando eles ficam na casa de Milena, período que chega a durar uma semana, às vezes. Renan declara que, quanto ao tratamento com os baixinhos, não há muita distinção comparado a Kaique. “A principal diferença entre ser pai e padrasto é que o Kaique é meu filho de sangue e os outros não são, claro. Mas são importantes para mim porque eles vão ser referência para o Kaique”, declara.

Renan costuma levar Kaique (engatinhando no chão), Ana Clara (com o cabelo loiro) e Gabriel (de bermuda laranja) para brincar na praça

Além da atenção, criança gosta é de brincar. Ele afirma que quando a turma toda se reúne ele gosta de passear e socializar com todos. “Quando os três estão juntos procuro levá-los na praça. Eles sabem que são irmãos e os dois da Mika (apelido de Milena) são mais velhos e já entendem um pouco mais a situação”, comenta.

Um dia, porém, o pequeno Kaique certamente vai questionar aos pais a respeito dos irmãos morarem em outra casa. Renan adianta que quando isso acontecer vai explicar de uma maneira simples: “A mãe dele teve um filho com outro homem, em outro relacionamento, e que depois conheceu o pai dele”.

Renan prefere não entrar em detalhes por motivos pessoais, mas deixa claro que comemorar essa data significa muito em sua vida. “Para mim passar o Dia dos Pais com o Kaique é inexplicável, porque eu nunca passei um Dia dos Pais com meu pai. Então isso é uma experiência incrível para mim. Ele (Kaique) é muito importante para mim”, afirma.

Como surgiu o dia dos pais?
O Dia dos Pais é uma das datas comemorativas mais prestigiadas no mundo. Entretanto, pouco se sabe sobre ela. No Brasil, já foi comemorada fixamente no dia 16 de agosto, mas hoje em dia é no segundo domingo do mesmo mês. Nos Estados Unidos, na Espanha, na Rússia e em outros países as datas são diferentes. Mas por que isso acontece?

A data comemorativa do Dia dos Pais começou nos Estados Unidos, no século XX. Foi no dia 19 de junho de 1909 que a homenagem começou: a americana Sonora Louis Dodd quis homenagear seu pai no dia de seu aniversário. Ele era William Jackson Smart, um veterano de guerra que, após a morte da esposa, teve que cuidar de Sonora e outros filhos sozinho. O gesto simples da garota mobilizou o país e, a partir do ano seguinte, a data se tornou oficial. Nos Estados Unidos, ao longo dos anos, a data foi se modificando e hoje é comemorada no terceiro domingo de junho.

No Brasil, a comemoração veio depois. No dia 16 de agosto de 1953, o publicitário brasileiro Sylvio Bhering propôs a data, associando-a ao Dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus. Alguns anos depois, a data foi modificada para o segundo domingo de agosto. O objetivo de Bhering pode ter sido puramente comercial, mas a data se tornou mais do que isso, unindo pais e filhos até hoje.

 

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