Da esquerda para a direita, Sara, a funcionária Suelen e a mãe Franciele: a tarde de ontem foi de muita diversão

Espaço público no Centenário oferece materiais e atividades para agradar todas as idades, sem nenhum custo

Atualmente localizada no Parque Centenário, a Biblioteca Pública Municipal Hélio Alves de Oliveira é uma ótima oportunidade de entretenimento, cultura e pesquisa para a população, ainda mais agora nas férias.

Com um acervo de cerca de 50 mil livros para agradar crianças e adultos, o espaço conta ainda com um museu literário, trazendo o arquivo de publicações periódicas da região, internet wi-fi gratuita e também jogos e atividades recreativas para os pequenos.

Quem aproveitou a tarde de quarta-feira na biblioteca foi a pequena Sara, de três anos. A mãe, Franciele Mallmann, veio de São Pedro da Serra para trazer a avó em uma consulta médica. Optaram, enquanto esperavam, por passar o dia no Parque Centenário. Acabaram conhecendo a Biblioteca e foi amor à primeira vista. “Foi uma surpresa muito boa. É tudo muito bem equipado”, declara Franciele.

Nas cerca de duas horas no local, a pequena Sara aproveitou jogos de montar e leu vários livros — tudo com o auxílio da funcionária da biblioteca Suelen Diones Branco, que acompanhou mãe e filha, brincando junto e contando histórias. Para as crianças, o espaço oferece ainda quebra-cabeças, fantoches e dedoches, sem custo algum. O funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 16h30min.

Luiz Henrique Ramos Becker já está há duas semanas realizando o seu trabalho de pesquisa em jornais

Da parte do museu literário, o espaço se configura como uma importante ferramenta de pesquisa e resgate da nossa história. Prova disso é o bolsista de iniciação científica da Universidade Feevale, Luiz Henrique Ramos Becker. Há duas semanas, ele vem diariamente de sua casa, em Estância Velha, para utilizar o acervo em um projeto de pesquisa em que está contribuindo.

O trabalho em questão já tem cerca de quatro anos e foi iniciado por uma professora focada nos clubes negros do Vale do Caí.

Luiz Henrique foi destacado, então, para procurar no acervo todas as notícias arquivadas do Jornal Ibiá – desde o início de sua história – que tratam do Clube Floresta. “Eu pego tudo o que tem de reportagem, desde agendas e festas, analiso o conteúdo, anoto o dia, a edição e o ano e faço foto da página”, explica. Após, ele e sua professora farão a análise de todo o material coletado.

Em um intenso trabalho de pesquisa, Luiz Henrique revela que não há nem previsão de término. Dia após dia, ele estará lá, desfrutando do local, que é público e está disponível para todos.

Acompanhando o estudante, a diretora da Biblioteca, Ana Valdeti Martins, reitera a papel que o espaço tem para a sociedade como um todo. “Está aí a importância de zelar pelo patrimônio público, que é de um valor inestimável. Eu estou muito feliz”, declara.

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