Janaína espera aumentar o quadro de venderes para o fim do ano

Oportunidade de emprego. Apesar de ainda faltar quase três meses para a data, as lojas já têm se organizado para o aumento nas vendas no período

O fim do ano é uma época propícia para as novas oportunidades de trabalho, mesmo que temporário, principalmente no comércio. Faltando pouco menos de três meses para a data mais importante do ano no varejo, algumas empresas já se preparam para incluir novos funcionários ao quadro durante o período.

Janaina Costa Araújo, gerente de uma loja de calçados do Centro, já adianta que a projeção é de aumentar o quadro em cinco vendedores. “A gente tem uma expectativa de chegar a um número de 18 vendedores. Sempre temos uma visão positiva sobre as vendas, então sempre esperamos um aumento e, para isso, a gente vai ampliar o nosso quadro de vendedores.”

A responsável pela captação de todas as empresas que querem anunciar vagas no Sine, Odete Maria Rosa, aponta que, no momento, não há nenhuma oportunidade de emprego temporário aberto ou em negociação. “Começa mais para novembro”, afirma.

Haverá a feira anual do Sine, o Empregar – ainda sem data definida, mas, de acordo com ela, possivelmente em novembro – onde se espera que tenham vagas deste tipo. “Normalmente, em todas as edições, tem”, afirma.

Odete explica que neste período, por mais que as oportunidades sejam temporárias, a modalidade de contrato é registrada em carteira. “O processo é normal, com todos os direitos. O Sine não trabalha com bico”, esclarece. No acordo da empresa com o Sine, ela já sinaliza se a vaga é com tempo determinado ou indeterminado. Mesmo em contratos temporários, há oportunidade de efetivação. “Uma ou outra eles ficam (com o empregado contratado)”. Odete indica que, normalmente, o contrato temporário é de três meses, mas que ocorrem alguns de apenas um mês.

Sandro explica que as vagas podem surgir apenas no próximo mês

Para o gerente da loja de eletro e construção, Sandro Hoffmann, o quadro de vendedores deve ter um aumento neste período do ano. “A gente vem triunfando nas vendas e, com isso, temos a possibilidade de abrir uma ou até duas vagas”, projeta. Para ele, o momento de crise já tem passado e agora é preciso pensar na qualidade do atendimento e ter cada vez mais clientes dentro das lojas. “Para o Natal, tenho certeza, que teremos que abrir mais vagas. Terei que dar conta do atendimento, que, para nós é a prioridade. Acredito que estamos fazendo um bom resultado”.

A expectativa do gerente é de que as oportunidades surjam apenas no próximo mês. Apenas no mês passado a loja registrou um crescimento de 42%, o que, segundo Sandro, se deve ao trabalho da equipe. “O período que os temporários ficam conosco são três meses e há a possibilidade de fazer a efetivação. Nosso quadro é de sete vendedores, mas para o ano que vem temos a intenção de aumentar o quadro”, acrescenta.

Previsão é de crescimento de 5% em vagas temporárias
A previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que 6.363 empregos sazonais sejam criados entre setembro e dezembro no Rio Grande do Sul. O dado representa um incremento de 5% em relação aos números do ano passado – elevação consideravelmente menor na comparação com os 30% de aumento que ocorreram entre 2015 e 2016, quando o consolidado dos postos de trabalho criados na modalidade passou de 4,7 mil e 6 mil, respectivamente.A previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que 6.363 empregos sazonais sejam criados entre setembro e dezembro no Rio Grande do Sul. O dado representa um incremento de 5% em relação aos números do ano passado – elevação consideravelmente menor na comparação com os 30% de aumento que ocorreram entre 2015 e 2016, quando o consolidado dos postos de trabalho criados na modalidade passou de 4,7 mil e 6 mil, respectivamente.Apesar de o índice ser relativamente menor ao dos anos anteriores, ainda existe a possibilidade de números serem mais otimistas no último mês do ano, quando a criação de vagas temporárias pode ter um leve aumento devido ao aquecimento econômico ocasionado pelas celebrações de fim de ano e pelo pagamento do 13º salário. O varejo costuma protagonizar a geração de postos devido ao Natal. A Asserttem projeta que mais de 30% das vagas criadas nos últimos quatro meses de 2017 serão destinadas a contratações em dezembro.

Empresários apostam em vendas melhores que 2016
De acordo com SPC Brasil, expectativa é que o volume de vendas de final de ano tenha um incremento de 1% em relação a 2017. Por mais que seja um índice pequeno, é expressivo na comparação com 2016, quando essa expectativa era pessimista e os lojistas aguardavam uma queda de 4,6%.

A maioria dos empresários (71%) aposta que as vendas das festas de final de ano serão iguais ou melhores do que as do ano passado. A expectativa de melhora das vendas para esse período apresentou crescimento significativo quando comparado a 2016: de 23% para 38%, um aumento de 15 pontos percentuais. Além disso, é a primeira vez, nos últimos dois anos, em que a expectativa positiva (38%) supera a neutra (34%) e negativa (21%).

Um dos principais motivos apontados para o aumento nas vendas deste ano são as comparações com outras datas comemorativas de 2017, onde o crescimento foi de 20%. Por outro lado, as mesmas mudanças na política e no cenário econômico (33%) e o desemprego (29%) são também as principais justificativas dos empresários que estão pessimistas com as vendas neste final de ano.

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