MESMO nas piscinas, presença de um salva-vidas qualificado é fundamental para evitar ocorrência de acidentes

Segurança. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático,
o afogamento é a segunda causa de morte entre crianças de um a nove anos

Com a aproximação do verão, as piscinas, açudes e rios passam a ser mais procurados por quem busca amenizar a sensação de calor. Como consequência, nessa época também aumentam os riscos de afogamento e, por isso, a atenção deve ser redobrada nesses locais.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o afogamento é a segunda causa de morte entre crianças de um a nove anos – atrás apenas de acidentes de trânsito. Mais da metade dos óbitos, de acordo com a entidade, aconteceu em piscinas. A sucção da bomba, conforme divulga a Sobrasa, é a principal causa, vitimando mesmo crianças que sabem nadar.

De acordo com o soldado Fabrício Fernandes Silva, 28 anos, do Corpo de Bombeiros de Montenegro, os banhistas devem tomar algumas precauções antes de se refrescar. “Primeiramente, o local deve ser próprio para banho e crianças devem estar sempre acompanhadas de adultos. É importante avaliar, antes de entrar, a profundidade da piscina. Caso não dê pé e a pessoa não saiba nadar, é preciso verificar imediatamente a presença de salva-vidas”, explica o soldado, que atua há três anos como salva-vidas no litoral.

Fabrício ainda afirma que, de acordo com legislação, é obrigatória a presença de salva-vidas em clubes. O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo divulga uma cartilha gratuita com recomendações de segurança para condomínios e clubes com piscinas. O texto completo pode ser lido através do site www.ibape-sp.org.br.

PARA EVITAR ACIDENTES, RECOMENDA-SE A PRESENÇA DE…
• Salva-vidas identificado e trajado (podendo ser professores de natação), devendo ser treinado, credenciado e capacitado em resgate de vítimas, primeiros socorros e respiração artificial. Deve haver cadeira de observação, telefone acessível, boia de salvamento e equipamentos de pronto-atendimento sempre à disposição.
• Banheiros e vestiários (podendo ser externos e comuns a banhistas e pessoas de fora da área da piscina); corredor de banho e instalações de pronto-atendimento.
• Dispor de operador de piscina habilitado, treinado em curso para tratamento de água, operação de equipamentos, segurança, manutenção e afins.
• Quando o tanque estiver com uso suspenso (temporária ou definitivamente) deve dispor de lona, capa, redes ou similares, que assegurem a contenção de corpo, impedindo a imersão total no tanque e/ou sensores que informem a presença do corpo estranho na área interna do tanque.
• Não utilizar a piscina quando o tanque estiver total ou parcialmente vazio. Neste caso, isole fisicamente e monitore a área.
• Manter o nível e volume de água dos reservatórios, conforme projeto.
• Não utilizar bronzeadores, já que eles ficam impregnados nas paredes e bordas da piscina e alteram a qualidade da água.
• Verificar e manter o pH da água conforme recomendação do manual, evitando assim o surgimento de algas, fungos e bactérias.
• Manter o adequado tratamento da água, de forma a preservar a qualidade e evitar o desperdício com a troca de água.
• Não utilizar produtos químicos que possam causar manchas no revestimento, no rejuntamento e danificar tubulações e equipamentos. Consulte sempre o manual.
• Orientar os usuários a não jogar resíduos ou partículas que possam danificar ou entupir o sistema de drenagem/filtragem.

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