Estudante de teatro, Savana Fuhr Flores viu no desapego de roupas (e do consumismo) uma oportunidade de negócio. Foto: arquivo pessoal

Esse tipo de negócio estimula a troca, preço justo e reaproveitamento de peças que talvez tivessem outra finalidade

A estudante de teatro Savana Fuhr Flores, 24 anos viu no desapego de suas roupas uma oportunidade de negócio e mudança de vida. Criadora do brechó Desapegos da Margarida, em janeiro deste ano, conta que é apaixonada por moda, brechó e meio ambiente. E unindo os três em uma proposta de economia sustentável, foi aprendendo junto com seu negócio a ter uma vida mais liberta do consumo. E define todo esse processo como “de menos moedas envolvidas e mais afeto”.

“A primeira coisa que me incentivou foi o desapego de peças que, no início, eram só minhas. Eu sempre fui uma pessoa muito consumista, e ainda hoje arco com as consequências disso. Já gastei muito dinheiro em roupa, calçado, com futilidades que não me trouxeram nada de valioso em troca”, explica.

Com negócio online, através do Instagram, conta que hoje garimpa e investe em vendas consignadas e que sempre quis deixar o negócio com a cara vintage/retrô que tanto gosta. “Mas como eu não quero descartar as vendas consignadas e os desapegos das pessoas, nem sempre tem só esse estilo. Eu acredito muito em economia sustentável e que essa é umas das apostas do futuro. Eu me sinto uma pessoa melhor fazendo na prática. E acredito que antes mesmo de começar a fazer diferença no meio ambiente, porque é algo a longo prazo, tem um efeito real nas pessoas”, destaca.

Dando outro destino a peças que já tiveram tantas histórias, mediando a troca, conta que comprando em um brechó, é possível repensar o modo de consumo. Com R$ 100,00, segundo a estudante, é possível comprar cinco ou seis roupas, enquanto, muitas vezes, em lojas, esse acaba sendo o valor de uma parcela.

“No momento que você começa a mudar o estilo de vida, a partir de algo que acredita isso já é gratificante. Com o desapego e preocupação com sustentabilidade, eu comecei a olhar de outras formas para outras coisas, como reduzir o lixo produzido, ou o uso de plásticos. Às vezes não é possível mudar o mundo, mas é possível fazer a parte que nos compete, motivando as pessoas a fazerem a parte delas junto contigo. É uma pequena atitude de cada um que pode fazer as coisas serem diferentes pelo menos ao nosso redor”, destaca.

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