Cada vez mais, os sites de orientações na Pediatria falam da longevidade que terão os nenês de hoje. A Sociedade Brasileira de Pediatria, em seus comunicados oficiais aos seus pediatras sócios, também orienta que todos observem essa realidade evidente: as pessoas estão vivendo cada vez mais. E os nenês que nasceram de 2000 para cá já estão com essa possibilidade real: viver pelo menos 100 anos. Ou 110 anos. Absurdo? Nem tanto. Senão, vejamos.
Até o começo do século 19, quem passasse dos 35 anos era uma pessoa de muita habilidade, um grande guerreiro, um sortudo. Ou vivia muito isolado de tudo e todos. Pois as guerras, as disputas por terra e por lugar onde viver, as doenças, a absoluta falta de higiene, a ignorância , o analfabetismo, e muitas outras causas, limitavam a vida das pessoas.
No século passado, em 1950, por exemplo, a expectativa de vida era de no máximo 60 anos. Os idosos tinham essa idade. E se consideravam felizes ao atingir os 60 anos. Mas desde então, as descobertas na área da Medicina, tecnologias industriais e na área da alimentação, saneamento, oferta de água tratada, etc, fizeram subir essa expectativa. Hoje se pode prever, com muita segurança, que os bebês bem tratados, bem atendidos, com grupo familiar atento e ativo, atingirão 100 – 110 anos de vida. Com qualidade de vida.
Os avanços na área dos remédios, na Genética, na Robótica, e outras ciências, mudaram o perfil das doenças que mais matavam pessoas no Mundo. Há 100 anos, crianças morriam por tuberculose, diarréias de causas variadas, infecções. Hoje, muitas dessas causas são facilmente tratáveis em casa. Nem internam mais em hospitais. E a prevenção, a medicina preventiva, tem cada vez mais presença nos atendimentos de saúde pública, e nos consultórios particulares.
O conhecimento por parte dos pais destes mecanismos passa também pelo entendimento de que o bebê tem um corpo e uma mente. E essa mente, esse cérebro, tem que receber, desde o 1º dia de vida, estímulos e acompanhamentos positivos por parte dos pais e cuidadores do seu grupo familiar. E, claro, todos os envolvidos ao redor desse bebê, terão que saber que, a cada cinco anos, tudo muda. Tudo se renova. O fato novo se sobrepõe ao acontecido. A ciência acompanha o pensamento. E não é por nada, que Descartes, filosofo francês, já em 1610, afirmou: “eu penso, logo existo”. Pensem um pouco sobre isso.
Simples assim.

Sergio Pedro Siebel
Medico pediatra

Compartilhar

Deixe seu comentário