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A relação de uma criança com seu animal de estimação é algo especial. Cães e gatos são as experiências lembradas pela maioria das pessoas, mas as possibilidade são bem variadas. Um porquinho faz parte das lembranças da infância de muitos. Se você teve um animal quando criança, tente puxar pela memória e, provavelmente, descobrirá que ele está presente nas suas mais doces lembranças. Sim, estimular o contato do seu filho com os animais faz bem. E por uma série de motivos.

Alguns deles relacionados à saúde. Já há indicativos de que a presença de um animal de estimação durante a infância ajuda a formarmos adultos mais saudáveis. Os motivos são diversos e começam por manter as crianças em atividade. Quem prefere o celular quando pode brincar com o cachorro no quintal?

Além disso, há a chamada “vitamina S”, uma brincadeira bastante séria dos pediatras. É “S” de sujeira. Não entendeu? É que estudos já comprovaram que crianças em idade escolar que conviveram com animais durante o seu primeiro ano de vida possuem 13% menos chances de ter asma na infância do que os sem esse contato. Tudo isso pela questão imunológica, já que a criança é desde cedo mais exposta e acaba criando uma proteção natural. Isso também seria responsável por menos chance de desenvolver uma série de complicações alérgicas.
As vantagens também atingem a sociabilidade. A educação de uma criança começa a ser desenvolvida muito antes de ela ir para a escola. Saber socializar, conviver com os demais, por exemplo, é um dos fatores importantes. Outro é o desenvolvimento da responsabilidade, conforme a idade da criança, é claro. Cuidar para que o animalzinho tenha água e alimento, além de recolher o cocô são tarefas que os pequenos podem assumir como suas responsabilidades.

Outro fator muito importante, em especial para as crianças mais solitárias, é que o mascote pode se tornar aquele “grande amigo”, que toda a criança merece. Com frequência os animais de estimação se tornam confidentes e parceiros de aventuras, as reais e as imaginárias. Obviamente, eles não substituem o contato com outras crianças. Mas agregam outras experiências.

Conheça o Ted
O sortudo cão que você vê na foto é o Ted. Está se perguntando o porquê dele ser um cão de sorte? Então observe quantas crianças há na sua volta. Ele estava com seu dono e alguns amigos brincando na Estação da Cultura pouco antes da imagem ser registrada. Era difícil saber quem estava mais satisfeito, Ted ou as crianças.

O Ted vive com a família do Guilherme Lemos, de10 anos (quem segura o mascote na foto), há uns dois anos. Mas os cachorros estão longe de ser a única paixão do Guilherme. Em alguns poucos minutos de conversa ele fala de cavalos, porquinhos e até de uma codorna. Ketlyn Almeida, de 10 anos, e Gabriel Ignácio, de oito anos também adoram mascotes. Cada um tem os seus, mas, naquela tarde, eles brincavam apenas com Ted. O motivo? Camila Ignácio, de 27 anos, responsável pelo grupo naquela tarde, é quem explica, em tom de brincadeira. “Se reunir todos, ninguém segura”, diz, entre risos.

ATENÇÃO!
Levar um animal para casa deve ser uma decisão bem pensada. Quando envolve crianças ainda mais. É que os pequenos pedem para ter um mascote e nem sempre os pais avaliam bem a situação. Lembre-se, dar um cachorro, gato, passarinho ou qualquer bichinho ao seu filho é diferente de lhe oferecer um brinquedo.

Trata-se de um ser vivo que não deve ser abandonado depois, quando se percebe alguma dificuldade que ele trouxe à rotina da família. Antes de comprar ou adotar avalie o porte do animal, o espaço da residência, o tempo que a família dispõe e tudo que o novo integrante do lar necessitará de cuidados.

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