Vitor Mottin e o filho Marcelo relembram momentos marcantes da vitoriosa carreira do ex-piloto

Na história. Ex-piloto montenegrino completa seu 70° aniversário neste ano e relembra os momentos marcantes do bicampeonato gaúcho, em 75 e 76

Um dos ícones do automobilismo em Montenegro, o ex-piloto Vitor Mottin vive um ano especial em 2018. Depois de marcar época na cidade e no Estado com seu Volkswagen Fusca 1600 cilindradas (cc), Vitor se aproxima do seu 70° aniversário com todas as conquistas guardadas em álbuns e na memória. Por falar no próximo aniversário, o número 70 é um marco na vida do ex-piloto.
Tudo começou no ano de 1970. O prefeito Municipal de Montenegro naquele ano era Adolpho Schüler Netto. Na época, existia uma área verde no bairro Germano Henke, e aquele espaço foi utilizado para fazer uma espécie de “autódromo” para a cidade. Como sempre foi ligado ao automobilismo devido à sua família ser proprietária da Comauto, Vitor deu suas primeiras arrancadas em solo montenegrino.

O início da trajetória do ex-piloto com o VW Fusca 1600cc se deu logo depois, em uma parceria com Antônio Luft, na época, o dono do veículo. Em 1971, Vitor já participou do Campeonato Gaúcho de Corrida com veículos de turismo, ao lado de Antônio, com o fusca, de número 70. “Não tinha curso de pilotagem naquele tempo, era tudo na prática. Para mim, a corrida era um hobby. Gostava muito de correr e aproveitei a oportunidade”, ressalta Vitor.

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Prestes a completar 70 anos, Vitor tem toda a sua trajetória gravada em álbuns, com fotografias, mensagens e muitas reportagens da época

Em 1973, os dois proprietários do fusca até então tomaram uma decisão que mudaria os rumos de Vitor Mottin no automobilismo. “Decidimos que não dava mais para dividir o carro, então comprei o fusca”, diz o ex-piloto. Quando adquiriu o veículo, Vitor não imaginou como seriam históricos os seus anos seguintes no estadual.

Com duas temporadas impecáveis em Tarumã, de muita regularidade na pista, Vitor se sagrou bicampeão gaúcho na categoria até 1600 cilindradas nos anos de 1975 e 1976. “Pilotos com mais recursos ficaram para trás. Meu fusca chegava a 140, 150 km/h. Nunca quebrei e nunca larguei na frente nas corridas, mas sempre marcava pontos, fui regular, por isso fui bicampeão”, exalta.
Em sua trajetória nas pistas, o montenegrino que completa 70 anos no dia 30 de março, participou de sete edições do Campeonato Gaúcho, de 1971 a 1977, quando o estadual foi extinto pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). “Em 77, a crise do petróleo se acentuou. Então, a CBA determinou, por intermédio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que o Campeonato Gaúcho fosse encerrado”, relembra. Vitor vendeu o seu fusca naquele mesmo ano.

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Fusca de número 70 fez história na pista de Tarumã
Foto: reprodução internet

A despedida oficial do ex-piloto das pistas ocorreu somente em 1982, quando correu ao lado de um amigo a prova “500 km de Tarumã” e fechou sua carreira com chave de ouro, conquistando o título da categoria. “Muitas pessoas daqui (Montenegro) iam para Tarumã acompanhar as corridas. Esse reconhecimento é o que orgulha. Nada foi em vão, por mais que eu corresse apenas por gostar do esporte”, enaltece.

Conhecido na época por ser o piloto do “fusca 70”, Vitor destaca a importância do número em sua vida. “É uma história, ainda mais por ter vivido tantos anos com aquele número no carro”, salienta.

O filho de Vitor, Marcelo Mottin, também se orgulha dos feitos do pai, que tem álbuns com fotos, mensagens e reportagens da época dentro de casa. “Tenho um amigo que é fanático por esse fusca (com que Vitor corria). Me impressiona que, tanto tempo depois, ele pede para usar fotos daquele carro, comenta sobre ele sempre que conversamos”, declara.

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