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D’Alessandro foi um dos responsáveis pelo retorno colorado à Série A. Capitão renovou por mais dois anos. Fotos: Ricardo Duarte / divulgação Inter

Retrospectiva. Sem títulos, colorado teve temporada de reestruturação

O ano mais difícil da história do Inter não teve momentos de sossego para diretoria e jogadores. A disputa inédita da Série B foi mais complicada do que muitos colorados pensavam, mas o clube retornou à elite sem maiores sustos. O Campeonato Gaúcho, vencido pelo clube nos últimos seis anos, foi conquistado pelo Novo Hamburgo nesta temporada. Na Copa do Brasil, o Inter fez enfrentamentos de igual para igual com o Corinthians e Palmeiras, mas acabou eliminado nas oitavas de final.

O único clássico Gre-Nal disputado em 2017 ocorreu na Arena do Grêmio e acabou empatado em 2 a 2, lá nos primeiros meses do ano, pelo Gauchão. As atuações contra os grandes entusiasmaram o torcedor. Por outro lado, o desempenho na Série B, contra times inferiores, preocupou e irritou os colorados.

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Odair Hellmann será o técnico do Inter na próxima temporada.

No comando técnico, Antônio Carlos Zago foi o treinador do primeiro semestre, não convenceu no estadual e caiu nas primeiras rodadas da segundona. Guto Ferreira assumiu em seu lugar, patinou no início e esteve prestes a ser demitido, mas engatou uma boa sequência de resultados e deixou o Inter no topo da tabela. Porém, tropeços seguidos de más atuações derrubaram o treinador. O interino Odair Hellmann assumiu o time nos últimos três jogos e foi efetivado pela direção como técnico para 2018.

Jogadores marcados pelo rebaixamento foram emprestados e negociados, enquanto que outros atletas, vindo de clubes da Série A, reforçaram o Inter na temporada, em uma grande reformulação. Para o torcedor Felipe Lothammer de Oliveira, o erro da diretoria foi na escolha dos treinadores. “Erramos no planejamento da comissão técnica neste ano. O Inter tinha um bom plantel neste ano, mas era visível que Zago e Guto não tinham o comando do time. Tanto é que as duas melhores atuações do ano foram no comando do Odair, que tem a confiança dos jogadores”, ressalta.

A base do time e do elenco para o próximo ano está formada, e Felipe acredita que o treinador possa dar conta do recado em 2018. “Vejo uma boa base. Acho que precisamos, para o time titular, mais um lateral-direito, um zagueiro, um meio-campista e um atacante. Mas também precisamos reforçar o banco. Achei ótima a escolha do Odair, se vai dar certo não sabemos, mas precisamos dar tempo para ele colocar suas ideias em prática”, acrescenta.

Além de algumas peças no elenco, o torcedor deseja que a mudança comece pela diretoria. “Por mim, não precisa voltar ninguém do elenco que rebaixou o Inter. Acredito que a mudança deve começar pela diretoria, voltar a valorizar o torcedor. Queremos um time com personalidade e com vontade de colocar lá em cima o clube novamente”, completa.

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