Luan teve atuação apagada na decisão, ofuscado pela forte marcação do Real, que dominou o meio-campo. Foto: Lucas Uebel / divulgação Grêmio

Mundial de Clubes. Tricolor não se entregou em momento algum na final contra o maior clube de futebol do mundo

Frente a frente com a maior equipe de futebol do mundo, o Grêmio foi valente, marcou muito e não abriu mão do sonho em momento algum, mas não foi suficiente para derrotar o estrelado time do Real Madrid, da Espanha. Na tarde do último sábado, Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do planeta, resolveu para os espanhóis em uma cobrança de falta, no início do segundo tempo, e deu o título do Mundial de Clubes para o time merengue.

Assim como na campanha do título da Libertadores da América, Marcelo Grohe e Geromel foram gigantes, os melhores nomes do Grêmio na partida. Do outro lado, um meio-campo dominante, comandado por Modric, e uma defesa intransponível, liderada pelo capitão Sergio Ramos, que ergueu a taça do Mundial de Clubes da FIFA após o apito final do árbitro.

Como era de se esperar, o Real Madrid comandou as ações da partida. No início do jogo, o time espanhol trabalhou a bola com calma, buscando espaços, enquanto que o Grêmio adiantou a marcação e não deu brechas para o adversário. O primeiro chute foi dado por Benzema, aos dez minutos. Desviada, a finalização não levou perigo ao gol de Marcelo Grohe.

A primeira e única finalização do Grêmio em toda a partida saiu dos pés de Edílson, em cobrança de falta de longa distância. O lateral gremista bateu forte e levou muito perigo ao gol de Keylor Navas. Aos 38, quem tentou de falta foi CR7. O melhor jogador do mundo cobrou com força e a bola passou sobre a meta gremista. O primeiro tempo encerrou com domínio merengue, mas sem gols.
No segundo tempo, Cristiano Ronaldo teve boa chance aos cinco minutos. O português passou por dois e bateu de canhota, mas a bola passou ao lado do gol de Grohe. Aos sete, não teve jeito. Em nova cobrança de falta, Cristiano Ronaldo bateu, a bola passou entre Barrios e Luan, e morreu no cantinho direito de Marcelo Grohe, que não pode fazer nada.

Aos 12, Cristiano Ronaldo balançou as redes gremistas novamente, mas a arbitragem assinalou impedimento de Benzema na jogada. Muito superior na partida, o Real por pouco não ampliou aos 19. O croata Modric finalizou de longe, Grohe espalmou e a bola tocou na trave.
Aos 36, Cristiano teve nova chance para o Real. Ele recebeu de Sergio Ramos e bateu cruzado, mas Grohe fez grande defesa para salvar o tricolor. Um minuto depois, Gareth Bale bateu de trivela e obrigou Marcelo Grohe a se esticar todo para espalmar.

Nos minutos finais, o Grêmio até conseguiu trabalhar a bola no campo de ataque, mas sem furar o bloqueio merengue, que comemorou seu sexto título mundial após o apito final.
Para os torcedores gremistas, fica a sensação de que o Grêmio poderia ter arriscado mais finalizações. Ao todo, foram 20 tentativas do Real, contra apenas uma da equipe gaúcha. Na posse de bola, o time espanhol teve 61% contra 39% do Grêmio. Apesar de tudo, o tricolor encerra a temporada em alta, como campeão da Libertadores e lutando até o último lance contra o maior clube do planeta.

Deixe seu comentário