Em uma das peças do CIV, laboratório tem a capacidade de simular as operações fabris em menor escala, diminuindo custos e tornando os testes mais ágeis

Estrutura intensificará criação de novos produtos. Empresa tem planos de renovar 25% do portfólio até 2022

Após dois anos de elaboração, visitas a empresas do exterior e um investimento de cerca de R$ 5 milhões, o Grupo Vibra inaugurou ontem o seu Centro de Inovação Vibra (CIV). A estrutura de 600 metros quadrados fica junto à sede administrativa da organização, na ERS-124, e promete intensificar melhorias e a criação de novos produtos na linha de frangos.

Segundo pesquisa de mercado, Centro é o primeiro do tipo criado no Rio Grande do Sul

“Fazer o mesmo que todo mundo faz não é o que nós queremos. Nosso desafio é melhorar a visibilidade do frango, com produtos mais saudáveis e mais naturais”, declarou o diretor superintendente, Gerson Müller, durante a inauguração. A criação do Centro foi impulsionada pelo sucesso da linha Nat Verde da empresa, item destacado com diversos prêmios e que inovou desde a produção – com aviários espaçosos e alimentação dos animais feita com ração vegetal – até a embalagem – com uma tecnologia que garante maior conservação à carne e que é 100% reciclável.

Com o CIV, a Vibra – que tem frigoríficos aqui, no Paraná e em Minas Gerais – projeta a renovação de 25% do seu portfólio já nos próximos cinco anos, ao colocar, no mesmo espaço, todos os setores responsáveis pelo desenvolvimento de um produto. Ao contrário da sistemática original, em que a ideia era concebida, mas precisava ir para as fábricas para testes já em grande escala, agora tudo acontecerá no Centro, que tem, inclusive, réplicas dos equipamentos, em menor porte, para todas as análises necessárias. Há até um espaço só para degustações.

DIRETORES Flávio Wallauer e Gerson Müller explicaram o novo projeto

Estima-se que o tempo de desenvolvimento das novidades, com isso, tenha redução de 30%. “Queremos buscar outros nichos e existem nichos que remuneram essa inovação, tanto no mercado interno quanto no externo”, apontou o diretor Gerson. 50% da receita da Vibra, aliás, é proveniente do mercado externo, com exportação para países da União Européia, do Oriente Médio e para a China, dentre outros. Sem revelar o que seria, a empresa já adiantou novos produtos que, com o desenvolvimento acelerado pelo CIV, devem ser lançados até o final do ano.

Alguns profissionais foram contratados especificamente para atuar no Centro e a empresa trabalha com um Núcleo de Inovação que, com a participação de diferentes setores, lança ideias e realiza pesquisas no que pode ser melhorado ou criado. Até mesmo adaptações nos equipamentos já foram buscadas junto aos fornecedores para o atendimento de necessidades específicas. “O CIV é onde a gente pode concentrar nossas forças, com novas tecnologias na produção, no modo de preparo e nas embalagens”, finalizou o diretor de marketing e comercial, Flávio Wallauer, na inauguração.

Deixe seu comentário