Foto: arquivo pessoal

O estilo da música típica alemã, popularmente conhecida como bandinha, conquistou lugar de destaque na cultura sulista. Em alguns municípios da região do Vale do Caí, essa tradição mostra-se ainda mais forte. A banda Quebra Galho, criada no meio do ano passado, investe no melhor do estilo em exposições, feiras, festas de comunidades, cervejarias e pubs de Montenegro, região e fora dela.

Quebra Galho: Banda jovem que busca manter a cultura da música típica alemã

Com Daniel Prass e Bruno Kalsing no saxofone, Cristiano Pilger no trombone, Guilherme Koppe na gaita, Mateus Joner na caixa e Jair Brixius no surdo, as músicas tocadas rememoram bandas como Luar, Tricolor, Flor da Serra e Os Montanari. “Para tentar resgatar o estilo de grupos antigos e tradicionais, eu e o Bruno selecionamos músicas dessas bandas, algumas já extintos, uma a uma, para incluir novas no repertório”, destaca o saxofonista Daniel Prass.

Os ensaios são esporádicos, segundo Daniel, e apenas quando há novidades para repassar. Por apresentação de quatro horas, em média, 80 músicas são tocadas, em blocos de duas ou três. “Até dobrados militares. Quando estamos em uma festa e aparece o pessoal da Brigada Militar para fazer a segurança, começamos a tocar a canção do soldado. Os policiais geralmente acham graça, tentam conter o riso. Alguns falam: essa eu já marchei muito”, brinca Daniel.

E assim, cativante, divertido e envolvente, a Quebra Galho vai embalando gerações: dos muito jovens aos mais velhos. Com estilo típico, animam festas e públicos de todos os tipos e idades. “O pessoal da terceira idade pergunta muito se temos CD. Outro dia uma senhora até questionou se tínhamos “fita” gravada. E é interessante essa integração e reconhecimento do público, que nos identifica até quando estamos no mercado”, conta o jovem.

Para divulgar os trabalhos, os artistas, com idades que não ultrapassam os 28 anos, têm página no Facebook. Fotos, vídeos, eventos, assim como contato para contratação, são divulgados na rede social.

Dificuldades e projetos
Os integrantes exercem profissões paralelas e alguns participam, inclusive, de outros grupos musicais. Na Quebra Galho, a média é de até quatro shows por mês. “A música típica alemã, de bandinha, tem menos espaço do que os grupos e estilo de bailes. Mas, em compensação, há menos bandas do gênero para competir e, muitas vezes, até pagam mais”, destaca o saxofonista Daniel.

Para o músico, a parte mais difícil desta área profissional é a estabilidade financeira. “Os contratos geralmente são fechados meio ano para frente. Quando vai se aproximando do prazo de encerramento, já começamos a pensar que é necessário fechar novo contrato e assim por diante”, explica.

Sobre os projetos futuros, conta que um dos planos é gravar um CD à moda antiga. “Como era gravado antigamente. Com toda a banda em um estúdio ou até em um salão, um microfone, gravando ao vivo. A extinta banda Luar produzia seus LPs dessa forma, assim como Os Montanari, banda Oriente… O nosso estava programado para esse ano e, de repente, ainda sai”, conclui Daniel.

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