Na Refap, em Canoas, trabalhadores seguiram orientação do sindicato e não compareceram nas unidades de trabalho. Foto: SindipetroRS

Apesar de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), declarar ilegal a greve dos petroleiros e estabelecer multa diária no valor de R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento, a categoria paralisou suas atividades nesta quarta-feira. A paralisação deve durar 72 horas. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros, o movimento é de advertência para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da Petrobras e pela demissão de Pedro Parente, presidente da estatal.

Conforme o coordenador geral da FUP, José Maria Range, a paralisação não deve afetar a distribuição de gasolina e outros produtos. “Os tanques das refinarias estão abarrotados de derivados de petróleo, em função dos protestos dos caminhoneiros”, garante. “Os irresponsáveis pelo caos que tomou conta do país têm nome e sobrenome: Michel Temer e Pedro Parente. A nossa greve é para defender o Brasil, é para que os brasileiros paguem um preço justo pelo gás de cozinha e pelos combustíveis”, reforça. José Maria explica ainda que o movimento é de advertência, rumo à construção da greve por tempo indeterminado, que já foi aprovada nacionalmente pela categoria, para barrar a privatização do Sistema Petrobrás.

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