Isaac Agemiro Prestes Cardoso gostou de fazer brinquedos com garrafas PET, principalmente o jogo de boliche

De forma simples e fofa, as crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Esperança resumem em uma frase a situação em que a Terra se encontra. A conclusão de que o planeta está doente é resultado de um projeto de educação ambiental desenvolvido com os alunos do 2º ano.

A professora Maria Regina Fromming conta que o ponto de partida foi uma hora do conto com “O livro do planeta Terra”. Através da literatura, as crianças perceberam que gestos simples, como evitar o uso de sacolas plásticas, dar um destino adequado ao lixo, economizar água, apagar as luzes, não desperdiçar alimentos, entre outros, são fundamentais para a preservação do planeta.

Utilizando uma tesoura, você transforma garrafas PETs em uma sapateira, organizando o seu armário

A história introduziu uma conversa sobre a situação do planeta, o impacto das atitudes das pessoas nos recursos naturais, numa abordagem simples e lúdica, tornando-se acessível aos pequenos alunos. Foi então que Regina ouviu a conclusão das crianças: “O planeta está dodói”.
As atividades seguiram e os alunos reproduziram o planeta usando balões cobertos com papel. “Alguns até colocaram curativos e manchas vermelhas, para representar sangue, mostrando que o planeta está ‘dodói’”, acrescenta Regina.

Tornar assuntos sérios interessantes e acessíveis às crianças é um desafio constante para os professores. Para falar sobre a necessidade do descarte correto do lixo, Regina estimulou as crianças a criarem brinquedos com materiais diversos, como garrafas PET, caixas e latas. Foram feitos carrinhos, pés-de-lata, bonecos com tampas de garrafas, bilboquê, jogos de boliche, entre outros.

Elas também podem se tornar comedouros para passarinhos. As colheres de pau servem de apoio

A atividade proporcionou condições de conversarem sobre os diferentes tipos de lixo, a necessidade de separá-los e como isso contribui para reduzir a poluição no planeta. “Criamos tonéis para separar o lixo na escola”, acrescenta Regina. Da mesma forma, as crianças perceberam que nem tudo precisa ser jogado fora, que objetos podem ser transformados em outros e terem nova utilidade. Assim, de forma lúdica, as crianças aprenderam sobre consumo consciente e evitar desperdício.

O alcance da educação ambiental, no entanto, vai além da sala de aula e do pátio da escola. Regina observa que os alunos acabam por influenciar a família, separando o lixo também em casa. Além disso, os trabalhos desenvolvidos na instituição foram expostos para os pais, uma forma de valorizar e estimular em todos atitudes em prol do meio ambiente.

Dicas
Através da indústria, materiais recicláveis podem ser transformados em vários objetos. Essa transformação, porém, também pode ocorrer de forma artesanal. Com um pouco de criatividade – ou recorrendo a dicas da internet – você pode fazer muitas coisas de maneira simples e às vezes até sem custos.

Professora Regina ensinou os alunos o cuidado com o lixo de forma divertida

Saiba mais
Pesquisa realizada recentemente pela associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) demonstra que papel/papelão são os materiais recicláveis mais coletados nos municípios brasileiros em que há coleta seletiva na atualidade, seguido dos plásticos em geral. Entre esses, o PET tem a maior fatia, com 42% dos plásticos coletados.

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