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Everton fez um golaço na prorrogação e levou o Grêmio à final do Mundial de Clubes. Foto: Lucas Uebel / divulgação Grêmio

Rumo ao bi. Golaço de Everton no início da prorrogação garante vaga para o tricolor. Adversário será conhecido hoje

Foi sofrido. Foi suado. Foi mais complicado do que a maioria dos gremistas imaginava. Apesar de todas as dificuldades, o Grêmio está garantido na final do Mundial de Clubes. Depois de 95 minutos de pouca inspiração contra o Pachuca-MEX, o atacante Everton resolveu a partida em uma grande jogada individual pelo lado esquerdo e colocou o tricolor na decisão do torneio. O adversário será conhecido hoje à tarde.

brilhou a estrela de Renato, que tirou Everton do banco de reservas. Foto: Lucas Uebel / divulgação Grêmio

Assim como nas finais da Libertadores da América, os bares de Montenegro foram tomados por tricolores. A tensão dos torcedores do Grêmio após o apito inicial do árbitro também foi vista dentro de campo pelos jogadores gremistas. No primeiro tempo, a equipe comandada por Renato Gaúcho mostrou nervosismo e pouca criatividade, muito por conta da ausência de Arthur, principal peça do meio-campo tricolor.

As melhores chances do Grêmio nos primeiros 45 minutos saíram de cobranças de falta. Aos 16, Edílson cobrou falta da intermediária com força, mas a bola passou sobre o gol defendido por Óscar Pérez, goleiro de 44 anos e apenas 1,72 m. Quem também cobrou falta por cima da meta foi Fernandinho, aos 40 minutos da etapa inicial. Em duas oportunidades, o japonês Honda por pouco não abriu o placar para o Pachuca. Nas duas vezes, o lateral-esquerdo Cortez salvou o tricolor.

Aos nove minutos do segundo tempo, o técnico Renato Gaúcho sacou Lucas Barrios, apagado na partida, e colocou Jael, que segurou a bola e chamou a marcação adversária. Porém, a primeira grande chance da etapa complementar foi do Pachuca. Após saída errada de Jaílson, Urretaviscaya finalizou de fora da área e obrigou Marcelo Grohe a se esticar para espalmar. O Grêmio respondeu com Luan, aos 14. De longe, o atacante chutou no cantinho esquerdo, exigindo ótima defesa de Óscar Pérez.

Em nova cobrança de falta, Edílson finalizou na rede pelo lado de fora, aos 29. Cinco minutos depois, Guzmán quase fez o gol mexicano. Em levantamento para a área gremista, o meio-campista cabeceou e a bola passou muito perto do gol. Com as duas equipes pecando na hora da finalização, o jogo foi para a prorrogação em Al Ain.

No tempo extra, brilhou a estrela do técnico Renato Gaúcho e de Everton. Em jogada individual pelo lado esquerdo, aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação, o atacante limpou a marcação e bateu forte, no alto, tirando do alcance do goleiro Óscar Pérez e fazendo a festa da torcida gremista. O Pachuca, extenuado por estar disputando sua segunda prorrogação em três dias, pouco ameaçou o Grêmio até o apito final. A equipe mexicana ainda teve o meia Guzmán expulso aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação.

Campeão mundial em 83 vê Grêmio “travado” na estreia
Titular do Grêmio no Mundial de 1983, quando o tricolor conquistou o mundo ao vencer o Hamburgo-ALE, Henrique Valmir da Conceição, o China, acompanhou a partida desta terça-feira em Montenegro, junto com sua esposa, em um bar da cidade. Para o ex-volante, o Grêmio teve um distanciamento muito grande entre o meio-campo e o ataque, principalmente no primeiro tempo.

“Esperava que fosse diferente, mas eles (atletas) sentiram o peso da estreia, ficaram muito tempo sem competir após a conquista da Libertadores. Luan estava muito longe do gol, Barrios disperso e a ausência do Arthur é muito sentida por todo o time. O Grêmio deu muito espaço entre as linhas. O Grêmio foi o Pachuca do primeiro jogo, uma falsa impressão para o Real Madrid e para o Al Jazira”, analisou o ex-jogador.

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China assistiu à estreia gremista em Montenegro, ao lado da esposa Patrícia

China vê poucas semelhanças entre o Grêmio deste ano e a equipe de 1983, época em que praticamente tudo era diferente, de acordo com ele. “O campo era muito ruim, fazia muito frio, era tudo diferente. Tínhamos uma equipe muito boa, dávamos a vida pelas vitórias. O Renato jogador e o Renato treinador também é muito diferente. Hoje ele está bem mais maduro, os jogadores confiam nele e compraram a ideia dele”, diz.

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Carlos Daniel Bolze acompanhou de perto a classificação tricolor. Foto: arquivo pessoal Carlos Daniel Bolze

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