Na imagem, três das estações disponíveis, que têm 1m40 de largura cada

Iniciativa disponibiliza local onde diferentes empresas e profissionais podem atuar lado a lado a custos acessíveis

O termo “coworking” nasceu nos Estados Unidos, em 2005, para definir um único ambiente onde vários profissionais ou empresas, de diferentes áreas, trabalham e compartilham ideias. Febre nas grandes cidades do país, Montenegro recebeu, neste ano, a primeira iniciativa do tipo. Ela fica na Rua Coronel Antônio Inácio, no Centro.

Diovani da Silva Machado e Janice da Silva Cezar, responsáveis pelo empreendimento, apontam as vantagens de uso do espaço compartilhado

A ideia partiu dos empreendedores Diovani da Silva Machado e Janice da Silva Cezar. Eles são responsáveis pela empresa QRTrês, que teve início em 2017, voltada para a área de produção de eventos e, agora, ampliou suas atividades para abranger o coworking.

“Para aquelas empresas que não têm linha de produção, estoque ou maquinário, é uma forma de diminuir custos”, define Diovani. O espaço que ele e a sócia mantêm, possui seis estações de trabalho compartilhadas, de 1m40 de largura cada; uma sala multiuso que pode ser revertida em consultório ou sala de reuniões; uma sala de treinamentos, com projetor; e uma área de convivência.

Ainda começando, o empresário conta que já utilizaram o serviço empresas do ramo comercial, de tecnologia, de publicidade e de advocacia – atividades mais voltadas ao uso do computador e que não demandam tanto espaço. Diovani aponta que, com a contratação do coworking, os profissionais não têm custo com aluguel de sala, internet, impressora, limpeza, segurança, recepcionista, água ou café, fazendo uso da estrutura do local.

“Sem contar que a chance de criar networking é enorme”, adiciona Diovani. Como as estações são passíveis de contrato por empresas de qualquer ramo, ele indica, a possibilidade de troca de ideias e da criação de parcerias é grande. Buscando o bom convívio, o espaço impõe algumas regras de horários e de barulho, mas os profissionais têm liberdade para utilizar sua estação de acordo com a necessidade que possuem.

O coworking oferece alguns planos de contratação que, de acordo com os responsáveis, podem ser adaptados. Uma mesma empresa pode contratar mais de uma estação. Por hora, o aluguel da estação ou da sala multiuso sai por R$ 30,00. O aluguel mensal da estação para um dia por semana custa R$ 200,00 mensais. Dois dias por semana é R$ 355,00 mensais; três por semana é R$ 465,00; quatro é R$ 550,00; e cinco é R$ 650,00.

Usuários aprovam a opção

A sala multiuso pode ser transformada em sala de reuniões ou consultórios para consultas, de acordo com a necessidade da empresa

O coworking acabou se tornando uma alternativa também para os profissionais com a possibilidade de usar um home office – tendência de quem trabalha em casa – mas que não tinham perfil para render com um bom trabalho dentro rotina e do espaço de seu lar. Já parte da cultura das metrópoles, trazer o conceito para Montenegro foi uma aposta.

“O montenegrino é um povo culto e exigente, mas que ainda demora para assimilar o novo”, avalia o sócio do empreendimento, Diovani da Silva Machado. “Eu acredito que esse seja um mercado que tem muito potencial.”

A advogada Adriana Isabel Lottermann, de Novo Hamburgo, já utilizou o serviço e elogia a iniciativa. “Fiquei muito satisfeita. O coworking é uma ótima opção. Nos permite ter estrutura e local com baixo investimento para a prestação de serviços de qualidade entre o profissional da minha área e o cliente”, coloca. Com clientes na cidade, ela utilizou a sala multiuso para seus atendimentos.

Analista de sistemas, Luiz Carlos Bezerra Junior também já testou o empreendimento. Ele mora na cidade e trabalha em Porto Alegre. Em dias em que não precisou se deslocar até a empresa na capital, realizou suas atividades pelo computador, direto do coworking. “O espaço é excelente. O local é tranquilo e há possibilidade de troca de experiências entre as empresas e profissionais.”

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