Maior cidade do Vale do Caí, Montenegro ocupa a 39ª no Estado e 215º no ranking nacional. FOTOs: ARQUIVO DO JORNAL IBIÁ

Pesquisa. Na região, o Município fica atrás apenas de Vale Real, que lidera o ranking do IFDM no Rio Grande do Sul

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) revela melhora no desempenho de Montenegro. Alcançando o IFDM Geral de 0,8239, a cidade está na faixa considerada de “alto desenvolvimento”, no estudo que apura dados nas áreas de saúde, educação, emprego e renda. Sua posição é a segunda no Vale do Caí, ficando atrás apenas de Vale Real. No ranking estadual, ocupa a 39ª classificação e, no país, a 215º.

Apurado pelo sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o IFDM acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de mais de 5 mil municípios brasileiros. O índice varia de zero a um ponto. Na avaliação por área, Montenegro está bem em educação (0,8425) e em saúde (0,9084). Nesse setor, vale observar a existência de duas casas de saúde, o Hospital Montenegro, que vem evoluindo a partir do ingresso no sistema 100% SUS; e o da Unimed Vale do Caí, com equipamentos de alta tecnologia e a única UTI Neonatal da região.

O IFDM Geral só não é melhor porque o município ainda deixa a desejar no quesito emprego e renda (0,7208), considerado com desenvolvimento moderado. O IFDM 2018 foi divulgado na sexta-feira (29), com ano base de 2016. Na comparação com índices de 2007, o estudo demonstra a evolução de Montenegro em todas as áreas. Naquele ano, o IFDM Geral era de 0,8113.

Saúde tem o melhor índice, com 0,9084. Hospital da Unimed Vale do Caí tem a única UTI Neonatal da região. FOTO: ARQUIVO DO JORNAL IBIÁ

A avaliação das áreas para composição do IFDM demonstra desenvolvimento socioeconômico e indica qualidade de vida em Montenegro. O secretário municipal de Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania, João Marcelino da Rosa, que tem em sua rotina o atendimento a demandas sociais, fica otimista com os números apresentados pelo Firjan, ascreditando que a tendência é continuar a evolução. Para isso, ele observa o conjunto de esforços das secretarias municipais. “E inclusive de políticas nacionais”, acrescenta. O secretário menciona a gestão descentralizada de recursos federais que possibilitam a realização de projetos. Nesse contexto cita a disponibilidade de verbas para financiamentos habitacionais, tendo em vista que a casa própria garante segurança e contribui para melhor qualidade de vida.

O secretário acredita que a tendência é melhorar ainda mais, lembrando que projetos habitacionais demandam mão de obra, o que reflete em trabalho e renda e, por consequência, no desenvolvimento econômico do município. Nesta área Montenegro apresenta desenvolvimento moderado. Na avaliação do Sistema Firjan é observado o impacto da crise iniciada em 2014, dificultando melhor desempenho dos municípios. A retração do emprego ainda persiste. Na agência local do Sine/FGTAS, o primeiro trimestre deste ano fechou com queda de 3% no número de vagas em relação ao mesmo período de 2017.

Na avaliação do IFDM e perspectivas de melhoras, João Marcelino acrescenta os investimentos que vem sendo realizados nas áreas de educação e o atendimento na saúde, bem como a disponibilidade de dois hospitais no município. “Montenegro precisa continuar nesse crescimento e resgatar a autoestima”, resume. Para ele, melhorar a qualidade de vida de uma cidade é o objetivo de um gestor público.

Cidades gaúchas se destacam no país
As cidades do Vale do Caí estão bem na avaliação geral do IFDM, mas não são exceções no Estado. No Rio Grande do Sul, 99% das cidades têm nível de desenvolvimento alto ou moderado. Entre as 100 melhores de todo o país, 18 são gaúchas. Além disso, não há municípios com baixo desenvolvimento no RS.

O maior indicador entre as cidades gaúchas na pesquisa do Sistema Firjan é Vale Real, no Vale do Caí. Com crescimento em emprego e renda, teve IFDM de 0,8807 ponto. Esse resultado coloca o pequeno município na subida da Serra como a quarta mais elevada do país, tomando de Lajeado a liderança local. Polo da indústria de alimentos, o município do Vale do Taquari ficou em segundo no estado e em sexto no Brasil com IFDM de 0,8789 ponto. O Rio Grande do Sul se destaca principalmente na área de saúde, com 84,9% (421) cidades com nível de excelência nessa área.

Saiba mais
O IFDM avalia, anualmente, o desempenho dos municípios brasileiros nas áreas de emprego e renda, saúde e educação. A pesquisa deste ano tem como base dados de 2016. Conforme a Firjan, as informações foram retiradas dos bancos dos ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Educação.

O indicador varia de 0 a 1 ponto. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município. As cidades são divididas em quatro categorias: baixo desenvolvimento (0 a 0,4), desenvolvimento regular (0,4 a 0,6), desenvolvimento moderado (0,6 a 0,8) e alto desenvolvimento (0,8 a 1). Nesta edição do IFDM foram avaliados 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira.

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