Medonhos, campeão, time, Torneio de Verão, futebol sete, Cantegril
Com a base do time campeão em 2017 mantida, o Medonhos voltou a fazer a festa nesta terça-feira

Cantegril. Em duelo cheio de personagens, goleiro Andinho falha nos minutos finais e Medonhos fica com o título

Uma partida digna de final, com emoção até o último lance. Teve de tudo: gols bonitos, lances de efeito, entradas duras e confusão generalizada após o apito final. Foi assim a decisão do Torneio de Verão do Cantegril, vencida pelo Medonhos, na noite de ontem. Em confronto eletrizante com o +QD+, os campeões da Série A do clube no primeiro semestre de 2017 venceram por 3 a 2 e fizeram a festa no Cantegril.

Diferente da primeira fase, quando empataram sem gols, Medonhos e +QD+ protagonizaram, nesta terça-feira, uma das melhores partidas do clube nos últimos anos, com vários personagens principais. Aos três minutos, o goleiro Andinho salvou com o pé o que seria o primeiro gol do Medonhos. Aos seis, Geison, o Amarelo, cobrou falta da intermediária na mão do goleiro Mag, que armou contra-ataque. O Medonhos chegou forte na frente mais uma vez, mas o chute foi bloqueado pela defesa do +QD+.

Após esse lance, o técnico Eduardo Motta, o Dudu, perdeu tempo para reorganizar o time. A parada surtiu efeito. Aos oito, o xará do treinador, Dudu Nunes, abriu o placar em jogada individual. O atacante disputou a bola com a defesa, levou para a linha de fundo e finalizou praticamente sem ângulo, vencendo o goleiro Mag.
Desde o início, lances ríspidos marcavam a decisão. Os experientes árbitros Márcio Chagas da Silva e Daniel Nobre Bins, atrações da final, tiveram dificuldades para conter o ânimo das duas equipes. Aos 10 minutos, Amarelo deu lindo drible na lateral do campo e foi atingido por Gilmar com um chute na região da barriga. Daniel Bins pediu calma e deu cartão amarelo para o jogador do Medonhos.
Aos 11, o ala Douglas Borges fez grande jogada individual pela esquerda, passou pela marcação, driblou o goleiro Andinho e mandou para o fundo do gol, empatando para o Medonhos. Um minuto mais tarde, Amarelo recebeu a bola praticamente debaixo das traves, mas mandou para fora. Aos 14, o autor do gol de empate teve nova chance. Douglas aproveitou a sobra e bateu pro gol, mas não pegou em cheio e Andinho espalmou. O primeiro tempo encerrou em igualdade.

No duelo de xarás, o zagueiro Dudu Lorenz, do Medonhos, levou a melhor sobre o atacante Dudu Nunes

A etapa final começou com mais um grande lance de Andinho. O goleiro do +QD+ pegou no reflexo a finalização do atacante Paulinho, a poucos metros do gol. No rebote, porém, Paulinho rolou para o meio e Igor Mateus encheu o pé para virar a decisão para o Medonhos.

O jogo seguia lá e cá, muito equilibrado. Aos seis, William de Mello, o Limão, cobrou falta com perfeição, no ângulo direito de Mag, que nada pode fazer: 2 a 2. O mesmo Limão teve a chance da virada no minuto seguinte. O jogador recebeu de Dudu Nunes e finalizou forte, mas Mag cresceu e fez grande defesa. Aos oito, Limão teve mais uma oportunidade. Ele aproveitou sobra e bateu no contrapé de Mag, mas Mateus Lino, o Negreti, salvou em cima da linha.

Os dois times diminuíram um pouco o ritmo e se pouparam para os pênaltis. Eis que uma falta próxima ao meio de campo, a favor do Medonhos, aos 18 minutos (a dois do fim) mudou o destino da partida. O zagueiro Dudu Lorenz ajeitou com carinho e bateu. A bola foi no meio do gol, sem muita força, mas o goleiro Andinho falhou feio ao segurar e deixou a bola escapar. Com requintes de crueldade, ela passou pelo arqueiro do +QD+ e morreu no fundo do gol.

No estouro do cronômetro, atletas das duas equipes se desentenderam e iniciaram uma confusão generalizada. Depois disso, o Medonhos fez a festa. Autor do gol decisivo e um dos melhores em campo, o zagueiro Dudu Lorenz enalteceu a qualidade do adversário e comentou sobre o lance que deu o título para sua equipe. “O time deles é muito qualificado, todos sabem jogar. Encontramos nossa maneira de atuar neste torneio e, como dizem, final é decidida no detalhe. Hoje (ontem) fomos felizes”.

Arbitragem teve bastante trabalho na decisão
Convidados pelo clube para apitar a final, os árbitros Daniel Nobre Bins, do quadro da CBF, e Márcio Chagas, atualmente comentarista, não tiveram vida fácil nesta terça-feira. Com ânimos exaltados dentro e fora de campo, nas duas equipes, os juízes precisaram ter sangue frio para controlar o nervosismo. Pela primeira vez em Montenegro, Daniel Bins disse que a maior dificuldade no futebol sete é a adaptação às regras. “Tenho alguma experiência (em futebol sete). Durante o jogo, vamos nos adaptando”, frisou.

Daniel Nobre Bins e Márcio Chagas da Silva foram atrações da final

Já Márcio Chagas conhece bem Montenegro e o Cantegril. Nas semifinais, foi ele quem apitou os duelos que definiram os finalistas do Torneio de Verão. “Futebol é futebol. Temos que ter o máximo de firmeza. Temos que permitir um pouco mais o contato, sem deixar fugir a regra disciplinar. Por mais rivalidade que tenha em campo, todos se conhecem e amanhã estão se cruzando na rua”, ressaltou.

Deixe seu comentário