PRODUTORES devem aplicar a vacina na tábua do pescoço do animal. Importante cuidar da temperatura. CRÉDITO: Fernando Dias/Seapi

Campanha. Vacina deve ser aplicada até dia 31 deste mês e prazo para entrega do comprovante de imunização dos rebanhos segue até dia 7 de junho

Conforme a Inspetoria de Defesa Agropecuária em Montenegro, a região possui um rebanho de aproximadamente 35.200 bovinos e bubalinos que precisam ser vacinados contra a febre aftosa até o final deste mês. O dado é a soma dos animais de Montenegro, Brochier, Maratá, São José do Sul, Pareci Novo e Capela de Santana, que estão sob responsabilidade do órgão. Além de aplicar a vacina, os produtores também precisam apresentar a nota fiscal de compra dos medicamentos e especificar a quantidade de animais vacinados por categoria na inspetoria ou postos conveniados (normalmente as secretarias de agricultura de cada município) até cinco dias úteis após o término da campanha de vacinação.

Vale lembrar que o Estado não realizada a doação das vacinas. Assim, o material deve ser adquirido e aplicado pelo próprio produtor. É importante lembrar que a vacina deve ser mantida numa temperatura de 2 a 8 °C e aplicada na tábua do pescoço do animal. A dose é de 5 ml, independente do tamanho.

Fiscal destaca a importância de ficar atento para casos suspeitos

Segundo o fiscal estadual agropecuário Rafael Silva Alves, nesta etapa, devem ser vacinados todos os animais, independente da idade. “Em novembro, deve ser aplicado o reforço para os animais de até dois anos”, observa. O veterinário destaca que não realizar a vacina ou não comprovar a vacinação do rebanho pode resultar no bloqueio da propriedade, com o produtor não podendo adquirir ou vender animais, além de ser passível de multa com o valor mínimo de R$ 1.128,56. Ele salienta que a expectativa é vacinar, no mínimo, 90% dos bovinos e bubalinos da região.

Alves conta que o plano do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem a meta de retirar a vacinação até 2012, transformando assim o Brasil num país livre da doença sem a realização da vacina. “Porém o Estado e entidades estão pleiteando antecipar isto para 2019, por isso é importante todos realizarem a vacina neste ano”, afirma. Conforme o fiscal agropecuário, ter o país livre da doença sem campanha de vacinação abre mais mercados para a carne brasileira.

Produtores devem ficar atentos a casos suspeitos
Além de aplicar a vacina, Alves reforça que é importante que os produtores estejam atentos aos casos suspeitos de febre aftosa. A doença tem como sintomas aftas na boca do animal, salivação, febre e feridas nos cascos que causam manqueira. O veterinário ressalta que a aftosa é altamente contagiosa. “Observando esses sintomas, se deve notificar a Inspetoria de Defesa Agropecuária o mais rápido possível. Além disso, é importante manter a declaração do rebanho atualizada e movimentar os animais apenas com Guia de Trânsito Animal (GTA)”, reforça. A inspetoria em Montenegro pode ser contatada pelo telefone 3632-1211.

O último registro da doença no Rio Grande do Sul foi entre os anos de 2000 e 2001, quando foram registrados 52 focos de febre aftosa em diversos municípios. Isso resultou no abate de 28 mil animais, com o custo direto de aproximadamente 25 milhões de dólares. Além disso, houve perdas econômicas geradas pelo impedimento da venda de produtos de origem animal e vegetal.

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