Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (08), mostrou que o número de brasileiros favoráveis à pena de morte cresceu de 47% para 57%. Os pesquisados foram questionados se, em caso de uma consulta popular sobre a pena de morte, votariam a favor.

Esse é o maior índice desde que a pesquiso começou a ser feita, em 1991. Em comparação com os dados anteriores, de março de 2008, o índice cresceu 10 pontos (era 47%). O atual índice supera os 55% observado em fevereiro de 1993 e em março de 2007. Já, a parcela de brasileiros que declararam que votariam contra à adoção da pena de morte são 39% (era 46% em 2008), 3% não opinaram e 1% é indiferente.

Os que se disseram contra caíram, de 46% no último levantamento, para 39% na nova pesquisa. Os que responderam não ter opinião formada sobre o assunto foram 3% e os indiferentes, 1%. O Datafolha ouviu 2.765 pessoas nos dias 29 e 30 de novembro do ano passado.

Se forem consideradas as pessoas com ensino superior, o índice é menor (50%). Entre quem ganha mais, o índice também reduz. Quando se analisam especificamente os que ganham mais de dez salários, o apoio é de 42%.

60% dos homens e 54% das mulheres são favoráveis à pena de morte. O Datafolha também fez a análise por religião: os que mais defendem a punição são os católicos (63%) e os mais reticentes são os ateus (apenas 46% defendem). Em relação aos presidenciáveis, 72% dos simpatizantes do deputado Jair Bolsonaro declararam apoio à medida.

56% são contra a posse de armas
A maioria dos brasileiros adultos (84%) é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Uma parcela de 14% declarou ser contra à redução e 2% não opinaram. Em comparação com a pesquisa anterior, de abril de 2015, os índices se mantiveram estáveis: 87% eram favoráveis e 11% contrários.

Dos que são favoráveis à redução da maioridade penal, 64% declararam que a medida deve valer para qualquer tipo de crime, enquanto para 36%, apenas para determinados crimes. Em comparação com a pesquisa anterior, a taxa de entrevistados favoráveis a redução da maioridade penal para qualquer crime recuou 10 pontos (74%), enquanto a taxa de entrevistados favoráveis à redução penal apenas para alguns crimes cresceu 10 pontos (era 26%).

Quando questionados sobre qual deveria ser a idade mínima para uma pessoa ir para à cadeia por algum crime que cometeu, a idade média ficou em 15 anos – mesma idade média observada no levantamento anterior (de abril de 2015).

Com relação ao direito de possuir uma arma de fogo, as opiniões seguiram divididas. Para 56%, a posse de armas dever ser proibida (era 55% na pesquisa de junho deste ano), para 42%, possuir legalmente uma arma deveria ser um direito do cidadão (era 43%) e 2% não opinaram.

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