Grupo coleciona troféus e medalhas conquistados nos campeonatos de que participaram

Comunicação desenvolvida, espírito de equipe, visão estratégica e muita atenção. Assim se comportam os alunos de educação tecnológica e os participantes da equipe Legonautas, do Instituto de Educação São José. É inegável a grande quantidade de novos projetos que atualizam o mundo digital e trazem facilidades para o dia a dia das pessoas.

Robô faz o percurso por meio de bluetooth, sensores instalados na parte inferior e a programação criada pelos alunos

Vinicius, Sofhia, Leopoldo, João Gabriel, Ana Clara, Eduardo, Gabriel, Arthur e Lucas já nasceram no pleno avanço da tecnologia global. Agora, eles também fazem parte de projetos e pesquisas de robótica. Desde a educação infantil, os alunos participam de aulas que ensinam como encaixar e montar peças, transformando-as em objetos e no que a imaginação é capaz de criar. Aos poucos, são incrementadas rodas, engrenagens, sensores, motores e tudo o que forma um robô.

Talvez os Legonautas não imaginem, mas, no futuro, poderão fazer uma diferença enorme nos ramos da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, trazendo contribuições inovadoras para a vida real. Se, por um lado, ainda não têm essa consciência, por outro, demonstram ter certeza sobre as profissões que querem seguir. Medicina, engenharia e as ciências humanas despertam a atenção dos estudantes.

Das aulas para as competições
Desde 2011, vários jovens passaram pela equipe Legonautas, criada para participar do Torneio de Robótica First Lego League. Conforme a professora Andréia Nascimento, a partir do 6º ano, os alunos possuem aulas de robótica, juntamente com novas etapas do Lego. “Cada turma possui estojos com livros, peças, notebook para programação e um iPed que auxilia na montagem, substituindo o manual”, diz a professora orientadora.

Já no 8º ano, surgem os cálculos que auxiliam na movimentação dos robôs. Há uma programação inicial e, após, eles criam novas e testam sozinhos os movimentos e ações necessárias. “Robótica é teste. O robô é programado passo a passo e, em cada campeonato, existe um sistema e tarefa diferente”, revela Andréia. Nas competições, existem circuitos temáticos, os quais incentivam o lado cultural e educativo dos jovens. Além disso, existe um enredo baseado na organização, convivência e comunicação. Tudo isso soma pontos aos grupos.

A equipe compete em vários torneios, entre eles a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), a mais difícil e cansativa, conforme os alunos. Além disso, outro evento bacana em que os Legonautas se classificaram para a seletiva regional, foi a First Lego League (FLL). No último ano, os meninos e meninas do São José ficaram perto da etapa nacional.

Agora a turminha aguarda as inscrições para o 5º Jogos Robóticos da escola Caminho do Saber, em Caxias do Sul, com o tema Volta ao Mundo. Para isso, estão buscando patrocínio de empresas a fim de custear as despesas com alimentação, uniformes, transporte e botons. “Temos um momento de interação com os outros competidores e precisamos ter botons personalizados para ganharmos pontos”, afirma Sofhia Piqueres. Alguns contatos estão sendo realizados pelos próprios alunos, mas quem tiver interesse em colaborar poderá entrar em contato com o Instituto de Educação São José.

Os benefícios das atividades na vida dos alunos
Para entrar na equipe, os alunos a partir do 6º ano fazem um cadastro e são avaliados por quatro aulas para que possam efetivamente treinar. Lepoldo Dahlem Bohn e Vinicius de Ávila Bezerra, de 13 anos, sempre quiseram entrar no Legonautas, mas não tinham a idade necessária. Com o pequeno João Gabriel Nunes Pinheiro, 12 anos, também foi assim. “Fiquei encantado com as programações e com a construção do robô em si”, afirma. A partir do momento em que iniciaram os treinamentos, João teve um melhor entendimento sobre robótica e mais facilidade nas aulas da disciplina.

Os jovens usam a imaginação e a criatividade para investigar problemas e buscar soluções. Além disso, desenvolvem um espírito de organização, construção, programação e senso comunicativo apurado. Para Vinicius, a concentração, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe ficaram mais presentes na vida dele. “Melhorou a minha convivência com os colegas, porque passamos o dia inteiro juntos”, revela Leopoldo.

Na hora dos combates, Sofhia e Vinicius são piloto e co-piloto, respectivamente. O número de meninos sempre é superior ao das meninas, porém, elas atuam de maneira igual nas atividades e torneios. Atualmente, Sofhia Piqueres e Ana Clara Griebeler, ambas com 14 anos, participam do grupo. “É muito legal e importante estar aqui, pois melhora muito a minha comunicação e desinibição”, diz a apresentadora do grupo, Sofhia. Ela é responsável por detalhar o processo, o robô e demais informações do grupo.

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