Casais devem pensar bem antes de optar por um contraceptivo definitivo e, se certos da escolha, definir o seu método. Crédito reprodução internet

Há uma grande quantidade de métodos contraceptivos hoje disponíveis no mercado. A maior parte dos métodos com tempo variável de proteção contra a gravidez não planejada. Mas há dois métodos considerados definitivos: a laqueadura para as mulheres e a vasectomia, feita nos homens. Ambos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conversamos com especialistas nas áreas de ginecologia e de urologia para esclarecer os métodos, suas vantagens e riscos.

Tanto a vasectomia quanto a laqueadura são procedimentos feitos com o objetivo de serem definitivos. Há casos, com pouca ocorrência, em que se consegue “desfazer” o procedimento. Mas as chances são pequenas. Por isso, é necessário ter muita certeza da decisão e respeitar exigências legais. Só é permitido fazer laqueadura em mulheres com mais de 21 anos e que já tenham pelo menos um filho. Já para realizar o procedimento masculino é necessário ter mais de 25 anos e no mínimo dois filhos.

Urologista, Hospital de Clínicas, Tiago Rosito, vasectomia, anticoncepcionais
chefe do serviço de Urologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Tiago Rosito
Crédito: reprodução internet

O chefe do serviço de Urologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Tiago Rosito esclarece que não existe a chamada “vasectomia reversível”, por vezes citada popularmente. Existe apenas um tipo desse procedimento realizado, feito para ser definitivo. “É possível tentar reverter, fazendo outro procedimento, que é difícil e caro”, explica Tiago Rosito. Enquanto a taxa de sucesso da vasectomia é muito alta – apenas um a cada 25mil casos não funcional – a da reversão dá resultados para menos de 30%. E isso ainda sendo feita nos primeiros 10 anos após o primeiro procedimento. Após isso não há chances de reverter.

A vasectomia é um procedimento considerado simples e rápido, feito apenas com anestesia local. O médico corta o canal por onde passa o espermatozóide. O paciente é liberado no mesmo dia. Da solicitação do procedimento até a realização o paciente passa pela avaliação de dois médicos, enfermeiro e psicólogo. Por ser uma cirurgia muito mais simples que a laqueadura, quando o casal, numa relação estável, decide não ter mais filhos, ela pode ser a melhor opção.

ginecologia, Hospital de Clínicas, Maria Celeste Osório Wenter, laqueadura, anticoncepcionais
Maria Celeste Osório Wenter, médica do serviço de ginecologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Maria Celeste Osório Wenter
Crédito: reprodução internet

A médica do serviço de ginecologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Maria Celeste Osório Wenter, destaca que na laqueadura é retirado parte da trompa e cauterizado, o que evita o trânsito do óvulo, impedindo que chegue ao espermatozóide. Não há interferência da laqueadura com a menstruação. Porém, se é uma mulher que ingere anticoncepcional, ao parar, ela pode perceber alterações no ciclo. “É um procedimento com anestesia geral e, como toda cirurgia, tem seus riscos, porém, são considerados baixos”, destaca a médica.

Maria Celeste defende que a laqueadura seja muito bem avaliada. “Há uma chance muito pequena de reverter. E com a quantidade de métodos contraceptivos seguros que temos hoje é indicado pensar muito bem”, diz a ginecologista.

Injetável:
tem a praticidade como a grande vantagem, além da eficácia. A categoria se subdivide em dois tipos, os mensais e trimestrais. No caso dos aplicados a cada 30 dias, é preciso considerar que o ciclo menstrual não será tão regular. Já o trimestral corta a menstruação totalmente, o que atrai mulheres que sofrem mais com cólicas durante esse período.

Crédito reprodução internet
Crédito reprodução internet

Preservativo: muito eficaz. O problema está no uso incorreto. As pessoas tendem a começar a relação sexual sem o preservativo e colocá-lo quando consideram próximo da ejaculação. Isso reduz a eficácia. Além disso, os esquecimentos e o fato de avaliar se está ou não no período fértil naquele dia pode gerar gestações não planejadas.

Crédito reprodução internet

Pílula do dia seguinte: é menos eficiente que os outros métodos e não deve ser usado de forma contínua. Pílula do dia seguinte é uma emergência. Enquanto a pílula normal tem eficácia de 99,5%, a do dia seguinte, se utilizada nas primeiras 24 horas após o ato sexual, como é o indicado, alcança 95%. É uma boa eficiência, mas com maior possibilidade de falha. Seu teor hormonal é alto, por isso desregula completamente o ciclo menstrual. Após tomar essa pílula, não se sabe quando a mulher menstruará novamente.

Anticoncepcional masculino: ainda em testes. É provável que nos próximos anos encontre-se a fórmula adequada e que o novo método chegue ao mercado.

DIU:
O DIU é muito prático. Depois de colocado, pode ficar anos na mulher. E por isso mesmo tem seu fator de risco. É que são necessárias consultas de manutenção com o ginecologista para garantir que ele permaneça na posição correta. Esse método também se divide em dois. O primeiro é DIU de cobre, com eficácia de até 10 anos. Não é um método hormonal, por isso, não reduz ciclo nem traz nenhuma melhoria para a pele. Já o Diu Mirena, com ação hormonal, tem duração de 5 anos. Por isso diminui muito a menstruação.

Crédito reprodução internet

Deixe seu comentário