Representante da Defesa Civil visitou sete municípios da região durante a semana, entre eles, Brochier. FOTO: PREFEITURA DE BROCHIER

Vieira esteve em sete municípios da região para orientar sobre a elaboração de projetos de prevenção

O coordenador geral de Prevenção e Preparação do Departamento de Minimização de Desastres da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Mushue Dayan Hampel Vieira, concluiu na quarta-feira sua visita na região. Ele esteve em Montenegro e outros seis municípios para se reunir com as Prefeituras visando orientar e esclarecer dúvidas referentes à elaboração de projetos de prevenção e combate a desastres naturais.

Vieira explica que se trata de um trabalho de capacitação para evitar erros que possam atrasar a tramitação desses projetos no Ministério da Integração Nacional, em Brasília, na busca de recursos federais. Ele observou que a falta de informações ou equívocos na elaboração podem representar meses de atrasos. O coordenador chegou ao Rio Grande do Sul na segunda-feira e, além de Montenegro, visitou também Maratá, Pareci Novo, Brochier, São José do Sul, Harmonia e São Sebastião do Caí.

O representante da Defesa Civil observou as semelhanças geográficas entre os municípios, onde as enchentes e alagamentos predominam entre os desastres naturais. Vieira salienta que os encaminhamentos dos projetos nas cidades da região estão em fase adiantada, principalmente os de Harmonia, Montenegro e São Sebastião do Caí.

Vieira falou sobre visita à região ao lado de Kadu e do secretário Riffel

O prefeito de Montenegro Carlos Eduardo Müller, o “Kadu”, lembrou que o primeiro passo para o projeto de contenção de cheias foi dado em dezembro do ano passado. Ele esclarece que não há ações previstas para o Rio Caí, mas em arroios e afluentes, visando a contenção de cheias e alagamentos das ruas. O secretário de Gestão e Planejamento de Montenegro, Rafael Riffel, observa que o projeto já tramita em Brasília e que a complementação, já analisada por Vieira, será encaminhada nesta semana.

Riffel esclarece que há 17 metas, mencionando desassoreamento de arroios, gabião, taludes, reconstrução de pontes. O orçamento previsto para as obras é estimado em R$ 3,5 milhões. A liberação de recursos, no entanto, dependerá do resultado da tramitação do projeto no Ministério, que poderá aprovar ou não a sua execução.

Em Maratá, por exemplo, a reunião teve como objetivo debater o projeto de combate às enchentes que o Executivo já cadastrou junto ao Ministério da Integração. Em fase de análise, esse projeto tem a finalidade de evitar prováveis cheias do Arroio Maratá e propõe o desassoreamento de três quilômetros do curso d’água e a colocação de muros com gabião. A construção de galerias na Trilha Turística também auxiliará a reduzir as enchentes na região central da cidade.

Objetivo semelhante teve o encontro em Brochier, onde há projeto para a construção de uma nova ponte, ampliação do muro de gabião e desassoreamento do Arroio Brochier, que passa na área central da cidade. Essas obras ajudariam a diminuir os efeitos das cheias do curso d’água no Centro do município.

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