Caged revela que, no acumulado do ano de 2017, as contratações superaram as demissões no Município

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados revela que as contratações superaram as demissões em Montenegro no ano passado. Foram 6.229 admissões e 6.190 desligamentos. Embora a estatística demonstre a criação de apenas 39 vagas, o número positivo já é um bom indicativo, uma vez que, em 2016, o saldo foi negativo, com o fechamento de 141 postos de trabalho.

A estatística divulgada pelo Ministério do Trabalho mostra que o maior saldo foi no setor de serviços, com mais 150 vagas, enquanto que o pior resultado ocorreu na indústria de transformação, no qual as demissões superaram as contratações, com a redução de 76 vagas. A criação de novos postos de trabalho vai ao encontro do divulgado em reportagem publicada no Ibiá da última sexta-feira (dia 26), com base em dados da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo (Smic), sobre o registro de 437 novos negócios, em Montenegro, no ano passado. Esse total corresponde a mais de um empreendimento novo por dia.

Em comparação com o mercado de trabalho no Estado e País, Montenegro está em melhor situação. Tanto no Rio Grande do Sul quanto no país como um todo, o ano de 2017 encerrou com saldo negativo no mercado de trabalho. No Rio Grande do Sul, foram fechadas 8.173 vagas, enquanto que, no Brasil, a redução foi de 20.832.

Apesar do número negativo, ao divulgar o Caged, o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura, avaliou o quadro nacional de forma positiva, acreditando que demonstra a estabilidade no mercado de trabalho. Seu otimismo é baseado na comparação com o apurado em 2016, quando o saldo negativo chegou a 1.326.558 vagas no país. Em 2015, a situação era ainda pior, com eliminação de 1.534.989 postos de trabalho. “Para os padrões do Caged, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando”, afirmou o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

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