A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul foi encerrada por voto da maioria em assembleia realizada hoje. Após mais de dois meses de paralisação, os professores e funcionários de escolas estaduais devem retornar às atividades a partir da próxima segunda-feira (11).

Durante a manhã, o conselho do CPERS, Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, que representa a categoria, já havia deliberado pelo fim da greve. “A suspensão da greve não é necessariamente a suspensão da luta”, disse a vice-presidente do sindicato, Solange Carvalho. Segundo ela, o conselho também estabeleceu um calendário de atividades, com ações previstas para se posicionar contra medidas do governo, como o escalonamento dos pagamentos e o parcelamento de 13º.

Cerca de 3 mil professores e funcionários de todo o Estado ainda estavam em greve, iniciada no dia 5 de setembro, segundo o sindicato, que conta com 85 mil associados. A greve chegou a ter 7 mil adesões. No entanto, em Montenegro, já não havia mais nenhuma escola paralisada. A única instituição de ensino que teve 100% de adesão foi a Dr. Paulo Ribeiro Campos – Polivalente, que retomou suas atividades no dia 3 de novembro.

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Inicialmente, a ideia do CPERS era encerrar a greve quando os salários fossem quitados. Até setembro, o governo parcelava os vencimentos dos servidores, medida que foi modificada quando o escalonamento por valores foi instituído.

Porém, a entidade reagiu após o Piratini informar que cortaria o ponto dos grevistas e obteve uma liminar na Justiça proibindo a medida. A greve então seguiu.

Pouco antes de o movimento completar seu primeiro mês, a Secretaria Estadual de Educação anunciou que substituiria os servidores paralisados com contratos emergenciais para conseguir cumprir o ano letivo. A categoria reagiu, e o conflito se acirrou, com a continuidade da greve.

O governo do estado ainda orientou a transferência de alunos para escolas que não tivessem aderido à greve, e também solicitou que professores aposentados voltassem à sala de aula como voluntários, na tentativa de amenizar os efeitos da paralisação.

Em novembro, o governo encaminhou proposta aos professores, pedindo que encerrassem a greve, mas assembleia posterior decidiu pela permanência, ao contrário do decidido pelo conselho do sindicato na ocasião, que havia deliberado pelo fim da greve.

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