Mesmo com espaço para melhorias, os indicadores demonstram situação positiva nas escolas montenegrinas

Em geral, os indicadores locais estão bem melhores que a média do país, mas Smec reconhece que dá para melhorar

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na semana passada o Censo Escolar 2017. São dados coletados durante o ano que indicam a situação educacional do país ao juntar as informações de todas as escolas brasileiras de educação básica. Esta edição mostrou que, principalmente em termos de estrutura, as instituições têm apresentado sérias deficiências. Montenegro, porém, tem indicadores bem superiores à média nacional.

Os índices se referem a bibliotecas, acesso à internet e redes de esgoto, por exemplo. Quando da divulgação do Censo, a atual ministra da educação, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que existem, sim, essas desigualdades entre os municípios, mas ponderou que isso não se deve, necessariamente, à distribuição de recursos. “Há municípios que recebem o mesmo montante de recursos que outro vizinho. Um funciona e o outro não funciona tão bem do ponto de vista da infraestrutura”, apontou.

Em Montenegro, por exemplo, 58% das escolas de Ensino Fundamental contam com rede de esgoto. Em nível nacional, a média é de 41,6%. O dado faz parte de um levantamento da secretaria municipal de Educação e Cultura (Smec) com base na última atualização do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No que se refere ao acesso à internet, a mesma coisa. Enquanto 100% das instituições usufruem do acesso por aqui, nacionalmente, apenas 65,6% contam com a ferramenta.

“A gente sempre pode melhorar
e ser muito mais”, afirma a secretária de Educação Rita Fleck

Mesmo acima da média, a secretária de Educação, Rita Carneiro Fleck, é cautelosa quanto aos resultados. “Nunca é o ideal. A gente sempre pode melhorar e ser muito mais”, afirma. Ela exemplifica com o índice de acessibilidade – outro indicador levantado. Montenegro possui 48% da rede de educação básica com a entrada dos prédios acessível a pessoas com deficiência e 50% com banheiros adaptados. A média nacional é de, respectivamente, 26,1% e 32,1%.

“A gente tem escolas plenamente acessíveis e também tem escolas com muito para investir e que não têm nada de acessibilidade”, admite Rita. “No momento, não apareceu nenhuma dificuldade neste sentido e a gente tem dado conta da demanda. Mas as construções novas já vêm sendo contempladas.”

A secretária de Educação observa que, até 2024, toda a rede precisa, obrigatoriamente, realizar os devidos ajustes. As estruturas antigas, aos poucos, estão recebendo as melhorias necessárias.

Incentivo à leitura

No que se refere a bibliotecas ou salas de leitura, o Censo Escolar 2017 apontou que apenas 54,3% das instituições de ensino as possuem. Montenegro conta com bibliotecas em 76% das escolas e os chamados “cantinhos de leitura” em todas elas. “As escolas têm o projeto ‘Estantes Literárias’ e ganham livros do MEC. Muitas aplicam recursos em obras também, com investimentos do CPM. Pelo menos um espaçozinho destinado à leitura, elas têm, mesmo as menores”, explica a secretária municipal de Educação.

Método de levantamento
Os dados do Censo Escolar são lançados individualmente em um sistema online – o Educasenso – por cada instituição. Por sua vez, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que é vinculado ao MEC, computa todas as informações, analisa e, posteriormente, divulga os resultados. Segundo o MEC, este é uma ferramenta indispensável para que os atores educacionais possam compreender a situação do país e, com isso, acompanhar a efetividade das políticas públicas.

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