Fotos: Divulgação/Solar Green

A energia elétrica é uma necessidade no dia a dia do cidadão, tanto em casa como na escola, no trabalho e no lazer. Garantir energia acessível e limpa é um dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), que consiste em uma agenda mundial idealizada por vários país, entre os quais o Brasil.

Durante a Cúpula das Nações Unidas, em 2015, foram previstas ações mundiais em várias áreas. O meio ambiente é o foco de boa parte dos 17 objetivos traçados para serem alcançados até 2030. Para atingir o 7º ODS, que refere-se à garantia de energia acessível e limpa, é observado que atender às necessidades da economia e proteger o meio ambiente é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, foram traçadas metas com foco na transição energética para fontes renováveis.

Entre essas, o uso de energia solar vem avançando nos últimos anos. “A energia fotovoltaica apresenta crescimento exponencial devido a diversos fatores dos quais destaco a queda nos preços e a disseminação do conhecimento sobre essa tecnologia pela população em geral”, afirma o diretor da Solar Geen, engenheiro Paulo Farah. Ele acrescenta que, até 2012, havia menos de 150 instalações em todo o país e, em outubro de 2017, esse número chegava em 20 mil. “No momento já passamos de 26 mil unidades”, afirma.

Para geração de energia por esse meio, o engenheiro explica que a grande maioria dos painéis fotovoltaicos possui células de silício em sua composição, cujos elétrons são sensíveis a radiação solar. “Ao contrário do que muitos pensam, a geração de energia acontece pela incidência da luz e não do calor”, explica Farah.

Em relação ao custo benefício, para avaliação do retorno do investimento ao consumidor deve ser considerado vários fatores, como o custo unitário do KWh, horário de consumo, orientação solar da instalação, entre outros. O engenheiro afirma que, de modo geral, o retorno financeiro ocorre entre cinco e seis anos. “No entanto, poucas vezes é mencionado que o maior benefício é que depois de pago o investimento, praticamente toda geração retorna como economia, visto que a energia solar é gratuita”, observa.

… e dos ventos
A energia gerada pelos ventos também está sendo cada vez mais utilizada. O Parque Eólico de Osório, que entrou em operação em 2007, é o mais lembrado quando se fala nesse sistema de geração, e até tornou-se ponto turístico. Outros, porém, foram implantados nos últimos anos.

Centro de visitantes do Parque Eólico de Osório. Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Um foi inaugurado no ano passado em Viamão, o primeiro da Região Metropolitana. São 25 aerogeradores, totalizando 59,8 megawatts de potência instalada, capazes de gerar energia para 140 mil residências. Recentemente, em abril de 2018, houve o ato de entrega de licenciamento ambiental para o empreendimento Ventos do Atlântico, um parque eólico que será instalado em São José do Norte, na Região Sul do estado. Esse complexo será a maior desse segmento no Rio Grande do Sul, com capacidade para gerar 870 MW.

Em relação ao uso de energias renováveis, o engenheiro Paulo Farah observa que, em temos de potência instalada, a eólica é a mais utilizada no país. “Isso se deve principalmente ao incentivo fornecido pelo governo através dos leilões de energia de reserva e de fontes alternativas que atraíram grandes investimentos na área”, analisa.

O Brasil subiu uma posição no ranking mundial na capacidade instalada de produção de energia eólica, passando a ocupar o oitavo lugar, segundo o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia eólica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC). China ocupa a primeira posição seguida pelos Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido e França, que completam o ranking dos sete primeiros.

Saiba Mais
Conforme divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica  (Absolar), o segmento de geração de energia distribuída, formada por residências, comércio, indústrias, edifícios públicos, estacionamentos e zona rural evoluiu 150%. Atualmente, a capacidade de energia instalada é suficiente para abastecer 500 mil residências do país, produzindo energia renovável, limpa, sustentável e competitiva capaz para atender o consumo de 2 milhões de brasileiros.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Eólica demonstram o crescimento do setor. Em 2017 foram instaladas 79 novas usinas eólicas no país. Com 508 usinas no total, o ano passado terminou com 12,77 GW de potência eólica instalada, o que representou um crescimento de 18,87% de potência em relação a dezembro de 2016, quando a capacidade instalada era de 10,74 GW. Os estados com maior destaque na implantação desses novos empreendimentos foram Piauí e Bahia, que juntos correspondem a pouco mais da metade de toda instalação.

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