Luzes apagadas: em ambos os sentidos, a velocidade não está sendo verificada

Sem limite. Dois dos três equipamentos em Montenegro não estão multando

Com uma média de 445.000 veículos por mês circulando pelas rodovias estaduais do Vale do Caí, os equipamentos redutores de velocidade são fundamentais para a segurança dos usuários. Todavia, há mais duas semanas que duas das três lombadas eletrônicas (junto à Estação Rodoviária e no acesso ao bairros Cinco de Maio, ambas na RSC-287) estão desativadas. Por enquanto, aquela que está localizada o acesso ao bairro Germano Henke (ERS-124) segue em funcionamento.

Na tarde de ontem, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) confirmou que esses controladores estão desligados, porque a empresa responsável pelo contrato não quis renová-lo com o Estado. “Por isso, o Daer está providenciando uma nova licitação que irá permitir a substituição dos equipamentos”, informou a assessora de imprensa, Liana Ramos.

Desta forma, não está ocorrendo a autuação em caso de excesso de velocidade, mas as torres permanecem na rodovia com a finalidade de “manter a função educativa”. Segundo o Daer, o princípio dos controladores de velocidade é coibir e não multar. Eles serão religados quando for concluída a licitação, porém o Estado não trabalha com um prazo definitivo.

O Departamento respondeu ao questionamento do Jornal Ibiá, todavia assinala que não está divulgando essa situação em sua página, para evitar que os usuários excedam a velocidade e prejudiquem a sua segurança e a dos demais motoristas. A situação se repete em outras regiões, inclusive no trecho entre Portão e São Leopoldo, pela ERS-240, onde todas as lombadas estão desligadas há cerca de 25 dias.

Já os pardais seguem ativos e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), eventualmente, aplica o radar móvel. A respeito do desligamento, ontem o comando do Pelotão de Montenegro informou que não foram registradas alterações na rotina de fluxo ou acidentes devido à ausência dos controladores. Até o fechamento desta edição, o Daer não havia explicado por que a torre na ERS-124, entre Germano Henke e Aeroclube, ainda segue em atividade.

Lombadas Eletrônicas
São equipamentos fixos de fiscalização eletrônica ostensiva, instalados em trechos de rodovias com grande circulação de veículos e pedestres. Essa é uma forma de estimular a redução da velocidade e a segurança viária. O limite de velocidade padrão nesses dispositivos é de 50 ou 60 km/h. A lombada eletrônica é instalada de forma que fique totalmente visível aos usuários, reforçando sua importância educativa. A velocidade dos veículos que passam pela faixa monitorada é captada por sensores no asfalto e, automaticamente, indicada no visor. Quando o veículo excede o limite de velocidade, ele é fotografado e a imagem consta como prova no auto de infração. Hoje, o programa de fiscalização eletrônica do Daer conta com 132 faixas monitoradas por lombadas eletrônicas em 20 rodovias estaduais do Rio Grande do Sul.

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