Nesta primeira edição, 390 motos e quadriciclos — a maioria do Vale do Caí — prestigiaram a Trilha da Vitória, no interior de Maratá

Aventura. Evento dos Agitadores do Barro reuniu 390 pilotos, que percorreram as belezas da zona rural da região

Fé e fortes emoções: antes da largada,
os pilotos ouviram uma mensagem e
receberam a bênção do pároco de Maratá, Cláudio Finkler

O pároco de Maratá, Cláudio Finkler, ainda aspergia água benta com ramos verdes em cima de uma picape Ford e a névoa começava a erguer-se quando os 390 motociclistas saíram rasgando da Sociedade de Vitória, na manhã deste domingo, no interior de Maratá. Organizada pelo grupo local Agitadores do Barro, a 1ª Trilha da Vitória percorreu 70 quilômetros em várias localidades — inclusive Vapor Velho e Lajeadinho, em Montenegro — e até pontos de visitação, como a Cascata da Vitória e a Trilha Turística.

Para dar uma apimentada no percurso, a moçada montou dois locais com “desafios”, ou seja, obstáculos projetados para complicar um pouco a coisa, até porque não havia muito barro em função das poucas chuvas.

Paixão sem idade: André, 38 anos, e Fabio, de apenas 10, fizeram parte do grupo de apoio à organização do evento na localidade de Vitória

Presidente dos Agitadores, Juliano Martins, o Pelego, estava satisfeito com o resultado de cerca de cinco meses de dedicação. “Durante a semana todo mundo trabalha e, quando chega o fim de semana, vem o momento de lazer, de curtir a natureza. Durante a trilha, a adrenalina vem e todo mundo se esquece dos problemas”, diz o jovem, que ontem não acelerou mato adentro porque, afinal, estava à frente das tarefas.

Segundo ele, um exército de 70 voluntários se doou para que todos fossem bem recebidos na localidade de Vitória. Ainda assim, Pelego promete trabalhar para que em 2019 tudo saia conforme o planejado. Como diferencial, o evento teve trilha também para quadriciclos e, neste sentido, o número de participantes chegou a 15. Foram servidos cerca de 600 almoços e, à tarde, ocorreu o sorteio de uma Honda CG Fan.

A Prefeitura de Maratá apoiou a iniciativa e até designou uma ambulância básica para prestar os primeiros socorros, mas tudo transcorreu sem incidentes. “Quero agradecer a todos os que estiveram em nossa primeira trilha”, frisa.

Laços de amizade e de família em meio à adrenalina

grupo de Novo Hamburgo e Estância veio retribuir apoio ao Natal 2017

As trilhas de aventura sobre duas rodas se caracterizam pelo clima de confraternização, união e amizade. Assim, a grande maioria dos participantes é ligada a grupos. Ontem, em Maratá, a maioria dos pilotos veio de cidades do Vale do Caí, mas também teve gente de regiões vizinhas.

Foi o caso dos Perdidos na Trilha, que vieram de Novo Hamburgo e Estância Velha. Fábio Palm não acelerou sua máquina porque há poucos dias cortou a mão em uma serra, mas fez questão de vir ao Vale do Caí com outros quatro amigos. “Fizemos o Natal Solidário no ano passado e alguns guris de Maratá nos ajudaram, então estamos aqui dando nosso apoio à primeira trilha deles.”

Servidor municipal de Maratá, André Borgmann, o “Tainá”, 38 anos, foi ajudar na organização com seu fiel escudeiro, o filho Fábio, de 10 anos. Detalhe: eles não foram para assistir, mas sim para acelerar nos matagais. “Sempre gostei de moto, mas brincava nas trilhas com uma CG. Moto de trilha mesmo comprei primeiro para meu filho; uma de motor dois tempos. Depois comprei uma quatro tempos e somente depois disso é que comprei a minha”, conta.

A paixão de Fábio pelas duas rodas é tanta que ele já participou de duas corridas de veloterra com sua minimoto Pro Tork TR100F. “Acho que ele gosta disso mais do que eu. Vai comigo para todos os lugares”, orgulha-se o pai.

Trilha da Bergamota
Ainda faltam dois meses, mas a organização da 5ª Trilha da Bergamota já distribui os panfletos do evento, que irá ocorrer no dia 1º de julho, na localidade de Santos Reis. Restrito a motos, o percurso terá 70 quilômetros de extensão.

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