Um concerto aberto ao público em geral marcou o encerramento do 2º Encontro de Violinos no sábado

Arte e Cultura. Evento, promovido pela Fundarte, atraiu público de várias cidades gaúchas e do Distrito Federal

Alunos de cidades do Rio Grande do Sul e de Brasília participaram do 2º Encontro de Violinos promovido pela Fundação de Artes de Montenegro (Fundarte). A iniciativa tem como objetivo a troca de experiência entre os estudantes. O evento desenvolveu atividades de palestras, debates e ensaios, na sexta e no sábado. No encerramento, Shinichi Suzuki, criador do método Suzuki, foi homenageado pelo grupo.

O encontro reuniu 48 estudantes de violino de Montenegro e cidades como Brochier, Pareci Novo, São José do Sul, Porto Alegre, Alvorada, Caxias do Sul e um grupo de pais e familiares de 13 alunos de Brasília. A iniciativa visa promover atividades intensivas para aprimorar tanto os elementos musicais quanto as habilidades técnicas específicas do instrumento.

Para a professora de violino da Fundarte Karin Kupas, o evento foi além do esperado. “Superou minhas expectativas. Tínhamos um certo receio, por se tratar de uma data do ano ainda um pouco cedo, mas graças ao engajamento dos professores, alunos e demais participantes, foi um sucesso”, avalia
O estudante Pedro Leonardo Nogueira, de 13 anos, é um dos jovens que veio de Brasília para participar do Encontro. “Além de aprender novas músicas, conheci pessoas e os costumes aqui do Rio Grande do Sul”, comenta.

A experiência vivenciada durante o final de semana também agradou Lindsey Azevedo, 15. Ela começou a estudar o instrumento aos cinco anos de idade, na Fundarte. Hoje, a aluna do professor Heine Wentz pode se considerar veterana.

Homenagem ao músico japonês no evento
O encerramento do 2º Encontro de Violinos foi marcado por uma homenagem ao músico japonês criador do método Suzuki. Shinichi Suzuki nasceu em 1898 e faleceu em 1998, aos 99 anos. Seu método ensinou violino para crianças de dois a três anos em diante, com a premissa de que “todas as crianças podem aprender, desde que tenham estímulo e ambiente favorável ao seu aprendizado”. A trajetória de Shinichi foi destacada durante os intervalos de execução de cada música apresentada no concerto.

Segundo Suzuki, não existe talento nato, mas sim Educação do Talento. Por exemplo, as crianças aprendem a falar seu idioma materno não por causa de seu dom para isso, mas porque os adultos de sua família falam este idioma todos os dias, então elas acabam aprendendo.
Suzuki utilizou este princípio, o mesmo jeito de aprender para ensinar a linguagem da música, e é por isso que seu método também é chamado de Método da Língua Materna.

Para a professora Karin, o método Suzuki representa uma revolução no ensino de violino.

Participação de famílias unidas pela música

O grupo de formado por pais, irmãos e professores veio de Brasília

Uma das características do método Suzuki é aproximar as famílias dos estudantes de violino. O grupo formado por professores, pais e demais familiares dos alunos vindos do Distrito Federal já está acostumado a viajar em caravanas e participar de momentos de confraternização. Porém, para vários deles, a experiência de ir até um estado tão distante do local onde residem é algo novo.

Para chegar a Montenegro, o grupo enfrentou cerca de duas horas de viagem de avião, de Brasília até Porto Alegre. Da Capital Gaúcha até a “Cidade das Artes” eles vieram em um ônibus fretado. Ao chegar na cidade, alguns se hospedaram em hotéis. Já outros foram acolhidos por famílias de alunos.
Maria Solange Cabral, de 49 anos, acompanha a filha Gabriela Cabral,14. Ela relata que, apesar da distância, não pensou duas vezes quando foi convidada para vir ao Encontro. “Tudo que é para investimento na vida de nossos filhos, a gente abraça”, comenta.

O casal Lúcio Ricardo e Maria do Socorro Castro acompanham o filho Pedro Leonardo, de 13 anos. Para Lúcio, o Encontro também gera aprendizado aos pais, além disso, todos se divertem. “É uma aventura”, avalia o pai do garoto.

Michele Almeida Morais, 43, diferente de outros pais já está acostumada a rotina das viagens para participar de eventos semelhantes a este. Ela é professora de musicalização, na Escola de Música de Brasília, e passa o gosto pela música para as filhas, Elisa e Mariana, ambas estudam violino há dois anos.

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