As viagens de avião são cada vez mais frequentes no País. Em novembro do ano passado, mais de 7,6 milhões de pessoas optaram pelo transporte aéreo para viajar pelo Brasil, de acordo com da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O volume de passageiros foi 5,7% superior ao registrado no mesmo mês no ano de 2016.

Durante os meses do verão, quando as praias nordestinas correspondem a 43,4% da preferência entre os turistas que pretendem viajar, a demanda por voos domésticos ainda prevalece sobre os demais meios de transporte. Cerca de 51% dos viajantes devem se deslocar de avião.

Segundo o diretor de Estudos Econômicos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes, o custo-benefício entre o preço dos bilhetes e as distâncias percorridas compensam o investimento dos passageiros.

“As viagens aéreas têm sempre boa preferência para o pessoal que viaja em período de férias. Se elas procuram comprar com antecedência, o preço é convidativo.” Os gastos com bilhetes de ida e volta são de quase R$ 2 mil.

Lopes argumenta que a retomada do crescimento econômico do País também favorece a ampliação da demanda por passagens aéreas. No trimestre até novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A expectativa de melhora [da economia] com o aumento do número de empregados têm possibilitado que as pessoas tenham mais condição de viajar”, ponderou Lopes. “Isso para o turismo é muito bom, que aumenta bastante quando as condições econômicas do País melhoram”, disse.

Diante dos números, a perspectiva do especialista para o setor em 2018 é positiva. “Este promete ser um ano bastante expressivo para a economia do turismo doméstico, que responde por 90% da economia do turismo”, finalizou.

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