Os números foram apresentados pela delegada de Polícia Civil Cleusa Tânia de Oliveira Spinato, responsável pela Deam.

Violência. Dado justifica a necessidade da Casa Abrigo Filhas de Maria

A Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) atendeu a 277 ocorrências de violência contra a mulher nos primeiros três meses do ano. O dado é 13,52% maior comparado ao mesmo período de 2017, quando era 244 casos. Os números foram apresentados em reunião na Central de Polícia de Montenegro, onde está localizada a Deam, e reforçam a necessidade de se colocar em prática o projeto da Casa Abrigo Filhas de Maria.

Conforme a delegada de Polícia Civil Cleusa Tânia de Oliveira Spinato, responsável pela Deam, a apresentação dos registros visa sensibilizar os prefeitos da região a apoiarem o projeto, por meio da compra de vagas. Apesar do esforço do grupo de trabalho, nenhum chefe de Executivo marcou presença.

Para a delegada, o número de denúncias sobre violência doméstica seria maior se as vítimas tivessem um local para ficar até conseguir reorganizar suas vidas, longe de seus agressores. Por isso, há necessidade de colocar a Casa em funcionamento o quanto antes. Segundo Cleusa, Montenegro já confirmou a reserva de vagas no espaço. Atualmente, o projeto está em sua segunda fase, a de buscar parcerias para equipar o imóvel. Doações de móveis, utensílios domésticos ou recursos para a compra destes são aceitos.

Interessados em colaborar devem entrar em contato com o Recreo pelos telefones (51) 3632-2275 ou 51 9 9834-6827.

“Quando uma mulher morre, todos nós falhamos”
A fala da delegada Cleusa Spinato chama a atenção para o fato de os casos de violência contra a mulher serem um problema social e precisa ser visto como tal. A presidente do Conselho Municipal de Defesa da Mulher (Comdim), Carliane Pinheiro, a Kaká, concorda. “Queremos uma rede de proteção à mulher que funcione. A violência contra as mulheres é uma realidade de toda a região do Vale do Caí e precisa de atenção”, avalia.

O presidente da Subseção da OAB, Sepé Tiaraju Rigon de Campos, quis se inteirar ainda mais sobre o projeto e prometeu apoio. “Precisamos da sensibilização dos prefeitos e não vejo ninguém aqui”, observou Sepé. A diretora do departamento de Políticas para Mulheres do Rio Grande do Sul, Selma Farias Valencio, destacou a importância da busca pelo comprometimento dos prefeitos da região.

O secretário sub adjunto da secretaria social do Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, e ex-prefeito de São Sebastião do Caí, Darci Lauermann, e a vereadora montenegrina Josi Paz, sugeriram que o projeto seja levado para uma reunião com os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc).

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