Para evitar que acidentes pela distração do uso do celular, a cidade de Honolulu, capital do estado norte-americano do Havaí, aprovou há pouco mais de um mês uma legislação que pune com multas cidadãos que atravessam “uma rua ou rodovia enquanto olha um dispositivo eletrônico móvel”, o que inclui smartphones, câmeras, notebooks e videogames.

Agora Stamford, Connecticut, pode se tornar a segunda cidade dos EUA este ano a combater o problema com multas. “O ponto é que, se você está na rua e não presta atenção, isso é perigoso”, disse o prefeito de Stamford, David Martin.

Um dos membros do conselho de representantes da cidade acredita que as pessoas pensarão duas vezes antes de violar a regra, que pode gerar multas de até US$ 30, cerca de R$94.

Em Honolulu, a lei entrará em vigor no próximo dia 25 de outubro prevê multas que variam de US$ 15 a US$ 99 (aproximadamente entre R$47 e R$300), dependendo do número de reincidências.

Não serão multadas pessoas que estiverem trabalhando e forem flagradas pela primeira vez ou que estiverem ligando para o serviço de emergência, o 911.

Saiba mais

Especialistas em segurança apontam para os números: as mortes de pedestres dos EUA aumentaram de 5.376 em 2015 para quase 6.000 no ano passado, o maior número em mais de duas décadas, representando um aumento de 22% em relação a 2014, segundo dados de um relatório produzido pela Governors Highway Safety Association.

No Brasil também há uma preocupação. Segundo a pesquisa Mobile Consumer Survey (2015), os brasileiros desbloqueiam o celular, em média, 78 vezes ao dia. O número é maior entre pessoas com idades de 18 a 24 anos.

Elas checam seus dispositivos 101 vezes ao dia, enquanto pessoas mais velhas (45 a 55 anos) verificam o aparelho 50 vezes. A edição da pesquisa do ano passado mostra em que 15% dos brasileiros navegam pelo telefone enquanto atravessam a rua.

 

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