Com 40 casas, loteamento do programa Minha Casa, Minha Vida deve ser entregue até junho deste ano

Minha Casa, Minha Vida. Repasse havia sido suspenso por cerca de seis meses em razão de mudanças no projeto

Anunciadas em 2013 e com as obras iniciadas em 2016, as 40 casas do Loteamento São Nicolau, que faz parte do programa federal Minha Casa, Minha Vida, deverão ser entregues até junho deste ano. Andando em ritmo lento em razão de mudanças no projeto, as obras voltarão a ganhar fluxo nas próximas semanas. Representante da Associação Comunitária da Vila Capão da Cruz (ACVCC), de Sapucaia do Sul, que é a responsável pela obra, Fernando Henning diz que, com todos os entraves superados e a Caixa normalizando o fluxo de pagamentos, os trabalhos estão sendo retomados.

“Temos prazo até junho (para entregar o loteamento), mas queremos fazer com que a entrega seja antes”, afirma Fernando. O representante da ACVCC conta ainda que a ideia era concluir as obras e fazer a entrega do loteamento ainda em dezembro de 2017. “Como o loteamento é chamado São Nicolau, pensamos em combinar a entrega com o Natal, mas infelizmente não deu”, lamenta.

De acordo com a secretária de Habitação e Assistência Social de Maratá, Gládis Teresinha Stein, a Caixa Econômica Federal liberou na última semana R$ 210 mil, referentes a três parcelas. Este repasse ocorre após a regularização do projeto. Segundo ela, o último pagamento havia sido em junho do ano passado, quando foi necessário mudar o projeto em virtude de um córrego que cortava a área. “Em função disso, a gente teve que fazer toda uma alteração no projeto”, conta.

Assim, houve uma extensão de cerca de 100 metros da rua do loteamento e oito casas foram construídas do outro lado do curso d’água. Além disso, uma situação envolvendo um dos beneficiários precisou ser resolvida com o auxílio do setor jurídico da Prefeitura. Gládis explica que a pessoa em questão possuía algumas pendências com a Justiça, mas que o caso também já foi resolvido.

O prefeito Fernando Schrammel destaca que, em razão deste aumento na rua do loteamento, a Prefeitura apresentou um projeto na Câmara de Vereadores – que já foi aprovado – para ampliar a via e dar como contrapartida pela mudança nos planos mão de obra e maquinário para a realização da pavimentação, que deve ser feita com blocos de concretos. O chefe do Executivo marataense destaca ainda que a instalação da rede de luz já foi feita pela RGE Sul.

Fernando e Gládis reforçam que as obras estão bem adiantadas, com as casas já construídas e faltando detalhes, além da parte de infraestrutura, como esgoto e calçamento. “Pelo cronograma de obras, do jeito que estava indo, era para estar pronto, mas aconteceu isso (mudança no projeto)”, aponta a secretária. Ela salienta ainda que os beneficiários só passam a pagar suas parcelas após a mudança para as residências. Logo, não terão maiores prejuízos.

Expectativa de beneficiados pelo programa é grande

Residências avaliadas em R$ 49 mil estão praticamente todas concluídas

Não poderia ser diferente: a expectativa das 40 famílias que irão ocupar as casas do Loteamento São Nicolau é imensa. “Nós sabemos que tem o prazo de 24 meses, mas gera expectativa. Quando a gente vê (as casas prontas) já dá vontade de mudar, mas falta a infraestrutura”, comenta Magda Teresinha Herbert Peres. A cozinheira de 52 anos será uma das beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Maratá. Atualmente, ela mora numa casa alugada. “Estou ansiosa pela minha casa própria”, garante.

Magda também faz parte da comissão de moradores que acompanha de perto todos os processos de construção do loteamento. Ela destaca que todas as decisões que cabem aos moradores são tomadas em assembleias. Foi assim com a escolha do nome do loteamento e também com as três cores que as casas poderão ter. Porém, o que mais prende a atenção dos futuros moradores do Loteamento São Nicolau é o prazo de conclusão da obra. “A maior expectativa é de que seja antes do prazo máximo. É isso que buscamos”, comenta.

Faixa 2 está parado

Gládis e Fernando afirmam que dificuldades já foram superadas

Em maio do ano passado, a Prefeitura firmou contrato com a Caixa para a faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida. Nesta categoria, poderiam participar famílias com renda mensal de R$ 2 mil a R$ 7 mil. Porém, o projeto de construção de 30 casas avaliadas em R$ 95 mil está parado.

Conforme Fernando, o que falta é uma empresa assumir a responsabilidade pela construção das moradias, ou seja, um investidor. “O Município, na verdade, só entra com o apoio de inscrever as famílias”, destaca. Segundo a secretária Gládis, até mesmo uma área de terras já estava sendo avaliada para construção do novo loteamento.

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