A expectativa é de que as operações estejam concluídas até o final do ano - Foto: Karine Viana/Palácio Piratini

Foi publicada na manhã desta quarta-feira (4), de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão de venda de até 49% das ações ordinárias do Banrisul (com direito a voto). Desta forma, o Estado detém o controle acionário de 51%, o que garante a manutenção do Banrisul como banco público. Também serão vendidos os 7% das ações preferenciais (sem direito a voto) que ainda estão em poder da instituição.

Ao fazer o anúncio, no Palácio Piratini, o governador José Ivo Sartori explicou que o processo de alienação vai envolver cerca de 128 milhões de unidades acionárias, sendo 28,8 milhões de ações preferenciais e 99,2 milhões de ações ordinárias. “Nosso governo, que produziu a maior modernização administrativa do Estado nos últimos anos, como acionista majoritário do Banrisul, decidiu ampliar a abertura do banco para o mercado”, afirmou.

De acordo com o governador, essa oferta pública está sendo feita agora porque as ações do Banrisul chegaram à faixa de R$ 17,00 a unidade. No ano passado, no auge da crise econômica, a unidade estava a R$ 5,00. “Portanto, estão postas as condições técnicas para um processo que tem tudo para ser muito bem-sucedido”, ressaltou.

Sartori acrescentou que esteve determinado, desde o início do governo, a preservar a autonomia do Banrisul e fazer com que a instituição alcançasse um nível similar aos seus concorrentes no mercado. “O banco soube cumprir esse papel. Ele se expande, diversifica seus negócios e cresce em todos os segmentos em que atua. É reconhecido hoje nacional e internacionalmente pelo nível de governança implantado e pelos resultados sólidos que obtém. Com esse  patamar de segurança e os sinais de recuperação da economia, chegou a hora de dar um novo e importante passo de modernização.”

Esta medida, no entanto, não resolve todos os nossos problemas, disse o governador, até porque ainda não podemos estimar seus resultados financeiros. Salientou que, “mesmo se tiver sucesso, ainda dependeremos da adesão ao Plano de Recuperação Fiscal dos Estados para superarmos a crise”.

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