Nos próximos meses, a população da praia de Atlântida Sul deve pular de 1.189 pessoas para 6.174. Em Quintão, o número salta de 3.559 para 18.339. Os aumentos são, respectivamente, de 519,4% e 515,2%, de acordo com pesquisa divulgada pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Os dados demonstram a importância da migração de veranistas para a região litorânea, que prospera economicamente e sobrevive, no restante do ano, com os ganhos do período de férias.

Um dos principais pontos da pesquisa, que recebeu o nome de “Estimativas para a população flutuante do Litoral Norte do RS”, é o controle da distribuição de recursos nos meses de janeiro e fevereiro. Com ela, por exemplo, pode-se calcular o contingente de policiais civis e militares a serem deslocados ao litoral. Recursos para a saúde também levam em conta o potencial de deslocamento da população. “Isso é política pública do Estado e para isso é preciso ter uma estimativa de quantas pessoas se deslocam para o Litoral gaúcho”, afirmou o estatístico Pedro Tonon Zuanazzi, na divulgação do levantamento.

O estudo levou em consideração os dados do Censo Demográfico, o volume mensal de água medido pelos hidrômetros instalados e o número de domicílios de uso ocasional. Pinhal, Cidreira, Tramandaí, Imbé, Xangri-Lá, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Torres, Quintão, Atlântida Sul e Santa Rita de Cássia foram considerados pela pesquisa. Para tanto, somou-se todas as praias na extensão de areia do município. Imbé, por exemplo, inclui o levantamento de Presidente, Mariluz, Santa Terezinha e Albatroz.

Confira os dados levantados com a população permanente e a flutuante (de veranistas) das praias:

Crédito: FEE

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