Após 36 dias de espera, angústia e dor, parentes e amigos finalmente puderam se despedir da mãe e das duas filhas assassinadas em Capela de Santana. O crime ocorreu no dia 9 de outubro quando Roselei Hanauer, 32 anos, Sabrina, de 11 anos, e Ana Vitória, de um ano e sete meses, foram asfixiadas por dois adolescentes de 17 anos. Eles ainda incendiaram a residência localizada rua Valeriano Alfredo Colling, no bairro Divisa, interior  do município.

Roselei Hanauer e a filha, Ana Vitória, de um ano e sete meses. Foto: Reprodução Facebook

O velório ocorre no Salão da Comunidade Católica de Capela de Santana. O enterro está programado para ocorrer às 16h, no Cemitério São Lázaro, em Portão. Os corpos só foram liberados pelo Instituto Médico Legal de Porto Alegre às 23h dessa segunda-feira e foram entregues à família às 4h25 desta terça-feira. A demora ocorreu porque, como os cadáveres estavam carbonizados, foi preciso fazer a identificação das vítimas por exame de DNA.

“O procedimento de identificação pelo DNA é demorado mesmo. Eles agilizaram o máximo possível”, comenta o irmão de Roselei, Rudinei Marcos Hanuaer. Segundo eles, houve empenho do órgão, do Poder Judiciário e da Promotoria de Justiça para amenizar o quanto antes a dor de quem perdeu as três vítimas.

Sabrina, de 11 anos, e a mãe Roselei Hanauer, 32. Foto: Reprodução Facebook

O irmão vai lembrar de Roselei como uma pessoa alegre e batalhadora. “Ela se desdobrava para crias as filhas. Sempre trabalhou muito e não deixava faltar nada para as crianças”, ressalta.

O tio de Roselei sente um misto de alívio por, finalmente, poder se despedir das vítimas e de aflição. “Agora que vai cair a ficha. Só vamos ter a compressão do que aconteceu quando os caixões forem colocados nos túmulos. Vamos ver que não tem mais volta”, acredita.

Iria Hanauer Schuh, tia de Roselei, lembra a longa espera até o momento de realizar o velório e o enterro da família. “A cada dia a ansiedade era maior. Enquanto os corpos não chegavam a angústia e a tristeza aumentavam”, afirma. Ela também destaca o fato de os atos fúnebres trazerem mais sofrimento para os amigos e parentes da vítima. “É como se o crime tivesse sido cometido ontem”, resume.

Os acusados confessaram o crime e estão internados na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) em Porto Alegre. Um deles é filho do ex-marido de Roselei.

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