Mais de 250 agricultores, de diversos municípios do Vale do Caí, que realizam operações junto às Centrais de Abastecimento do Estado do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS) participaram, no sábado (07), de um curso dinâmico com o tema Boas Práticas na Horticultura.

A atividade ocorreu na propriedade da família Wilhelmsem da localidade de Linha Roncador, no município de Feliz. Ministrado em duas turmas – uma na parte da manhã e outra na parte da tarde – o curso, organizado em parceria com a Emater/RS-Ascar, é etapa obrigatória para a futura renovação da carteira da Ceasa/RS.

Foram seis estações de trabalho abordando os temas tecnologia de aplicação de agrotóxicos, contaminação biológicas, boas práticas agrícolas em horticultura, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), manejo integrado de pragas e doenças e legislação de agrotóxicos.

“O grande diferencial da atividade, nos moldes em que foi oferecida, foi a possibilidade de os agricultores debaterem e verificaram na prática os temas abordados”, salientou o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Lauro Bernardi.

Exigida juntamente com a Declaração de Intenção de Cultivo (DPIC) para os produtores que desejam vender no Galpão dos Produtores da Ceasa/RS, a capacitação também visou a apresentar alternativas para o cultivo de alimentos seguros, pautados boas práticas agrícolas. “Hoje pode ser considerado um dia histórico que remonta ao ano de 2009, quando tiveram início as discussões que nos permitiram o aumento do número de produtos registrados para o uso, com grande redução de inconformidades”, salienta o diretor técnico-operacional da Ceasa/RS, Aílton dos Santos Machado.

Machado explica que boa parte das inconformidades em relação ao uso de químicos na horticultura estava relacionada não ao excesso, mas ao uso de produtos inadequados. “Recentemente, mais de vinte culturas do País não tinham produtos registrados para o uso, o que foi corrigido com uma Instrução Normativa de 2014”, explica. “Muitas vezes a mídia é alarmista, mas os produtos comercializados na Ceasa possuem grande margem de segurança, resultado de aplicações adequadas, com respeito ao prazo de carência e baixíssima quantidade de resíduos”, comenta.

O anfitrião do dia, Auri Wilhelmsem, orgulha-se ao dizer que a rúcula que vai para a mesa da família vem da mesma horta daquela que serve aos balcões da Ceasa/RS. “Hoje, só utilizamos produtos registrados, sempre respeitando os prazos de carência”, enfatiza Wilhelmsem, que entrega, por semana, mais de mil dúzias da hortaliça. Machado reforça que os agricultores em menor escala eram os que mais sofriam, recentemente, com a falta de produtos registrados. “Condição que foi melhorada com a percepção de que os produtos poderiam ser aplicados levando-se em conta as famílias de leguminosas”, explica.

 

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