Bom público acompanhou desafio aos pilotos na saibreira. Espaço era dividido para os supergalos, para os galos e para os pintos

Na lama. Pilotos de diversas regiões participaram ontem do encontro organizado pelo Kakos Moto Adventure

A cerração ainda era espessa na manhã de domingo quando as primeiras motos largaram do centro de São José do Sul para ganhar os caminhos abertos pelo grupo Kakos Moto Adventure para a 4ª Trilha do Arame. Neste ano, 252 pilotos participaram dos 70 quilômetros do trajeto que cortou o interior do município e de cidades vizinhas. Os trilheiros passaram por belas paisagens, como o Túnel de Linha Bonita, e também encararam desafios, como uma saibreira, por exemplo.

Se a neblina era espessa quando foi dada a largada na trilha, o sol mal havia raiado quando Tiago Büttenbender, 30 anos, Toni Zimmer, 28, e Leandro Dieter, 33, colocaram suas motos numa picape F-1000 com carroceria de madeira e partiram de Morro Reuter em direção a São José do Sul. A saída deles foi por volta das 6h. “É a primeira vez que estamos vindo pra cá”, contou Tiago. Membro do grupo Viralama, ele conta que, assim como os amigos, está acostumado a fazer enduro.

“Como não tinha nenhum por perto, hoje (ontem) viemos pra cá”, afirmou Tiago. Segundo ele, o grupo ficou sabendo do evento a partir de um vídeo promocional divulgado via WhatsApp que contava com a participação da dona Heda Hesmitelz, personagem interpretado por Luis Roberto Closs, o Luia. Conforme o aventureiro, a principal diferença entre o enduro e a trilha é a questão do tempo. “Querendo ou não, o enduro é uma competição. A trilha é mais para tirar o estresse, andar mais de boa e praticar”, comentou.

De um pouco mais perto vieram Caio Burg e Vinícius Burg, ambos de 17 anos. Moradores de Harmonia e sem nenhuma relação de parentesco apesar do mesmo sobrenome, a dupla se divertiu na lama. “É a primeira vez que venho para a Trilha do Arame e está boa. 100%”, garantiu Caio. Para Vinícius, a chuva contribuiu na diversão, deixando os trechos ainda mais embarrados. “A última trilha que fizemos estava muito seca”, contou. Considerando andar de moto e fazer trilha uma paixão sem limite, a dupla pretende continuar a vida de trilheiros “enquanto o corpo aguentar”.

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